quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

// Acelerando a Loja Física

Para que se mantenham relevantes, as lojas tradicionais precisam acelerar o processo de transformação digital

O aumento da relevância do ambiente digital impactou todo o mercado. Alguns setores, porém, foram especialmente marcados por essa transformação. Um exemplo é o varejo que, antes, se caracterizava especialmente pelo contato direto com a loja: para comprar algo, era preciso ir até um local específico.

As lojas digitais, porém, trouxeram novas perspectivas, desafiando empresas a desenvolver estratégias nunca pensadas antes – de marketing, atendimento, logística, entre outros aspectos. Diante dessas circunstâncias, surgiram modelos de negócio capazes de facilitar e transformar a experiência que quem opta por comprar on-line.

“A mudança que aconteceu no varejo foi radical”, afirma André Ferraz, CEO da In Loco. Como ele conta, o setor passou de um modelo em que a referência era o Walmart, com sua estratégia de preços baixos, para o formato da Amazon, que consegue oferecer experiência sem penalizar nem o cliente, nem a cadeia e, mesmo assim, crescer de forma consistente e sustentável.

A loja física é essencial

Essa é uma demonstração de que, por mais que o digital faça muito barulho, o ambiente físico ainda é extremamente importante. Ferraz explica, por exemplo, que a pesquisa on-line diz menos sobre a propensão de compra do consumidor do que uma pesquisa física – afinal, é fácil demais procurar algo na internet, enquanto dificilmente alguém vai a uma loja apenas para matar uma curiosidade sobre um item.

“Entender a loja física é uma forma mais confiável de entender comportamento de compra”, afirma. Por isso, o modelo de negócio da In Loco se construiu para entender a forma como o consumidor se desloca entre lojas. “Desenvolvemos uma tecnologia de localização com precisão de 2,8 metros que dispensa o uso de hardware”, explica. Dessa forma, é possível perceber até mesmo quando um cliente vai de uma para outra loja dentro do shopping.

Referência dentro do varejo

Com o uso da tecnologia, o varejo avança como setor, chegando perto de empresas que atuam fora do Brasil. Um dos grandes exemplos nesse sentido é o Magazine Luiza, empresa que investiu na união entre on-line e off-line, por meio de diversas iniciativas. “Começamos o e-commerce em 2000”, afirma Fred Trajano, CEO da empresa. “Para mim estava claro que o e-commerce seria um divisor de águas”. Porém, ele conta que nunca imaginou o fim da loja física.

Com o uso do digital, o Magazine Luiza oferece um serviço de logística de qualidade, além de dar autonomia para que cada loja tenha sua página nas redes sociais, dialogando com os clientes de forma única e criativa. “Com isso, a equipe se sente parte do processo”, diz.

FONTE:
https://portalnovarejo.com.br/2018/12/avanco-e-commerce-pede-aceleracao-transformacao-digital-varejo-fisico/

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quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

// Valor, Emoção e o Consumidor

O consumidor brasileiro redefiniu a relação emoção e valor no seu comportamento como resultado de suas experiências e vivências recentes.


Globalmente existe uma tendência ao aumento da predominância da razão sobre a emoção na maioria dos segmentos de consumo que tem como resultado uma maior pressão sobre a rentabilidade dos negócios, já que mais razão envolve mais comparação e negociação e menos impulso na hora de comprar. E a constatação vem do forte crescimento dos hard discounters e do próprio e-commerce, nesse caso a pragmática combinação de conveniência e razão.

Mas na realidade brasileira esse processo tem elementos mais específicos.

Depois de viver a segunda mais dramática recessão da história econômica do país o consumidor emergente é sensivelmente mais racional no seu comportamento. E compra depois de comparar, analisar, buscar referências e esperar um pouco mais pela melhor oportunidade.

O recente desempenho e crescimento do Black Friday é confirmação dessa evidência. Em especial no e-commerce. Enquanto o varejo como um todo cresceu um pouco mais de 6% em relação ao mesmo período do ano passado, o e-commerce avançou 36%.

Outra evidência está na cautela com as compras no crédito, o mais forte indutor do crescimento do consumo no Brasil. O consumidor emergente, de forma geral, está mais cauteloso para fazer novas dívidas e sacar sobre o futuro. Limitações na oferta de crédito e as taxas de juros também são indutores dessa menor expansão.

Apesar do crescimento real da massa salarial no último ano, tem-se observado redução geral da inadimplência e do comprometimento da renda dos consumidores, mais pragmático e racional em seu comportamento.

A própria confiança dos consumidores, com tendência consistente de crescimento, tem evoluído muito mais devagar, quando se comparam períodos similares no passado, quando a combinação de aumento da massa salarial, menor inadimplência e aumento da confiança precipitaram forte expansão das vendas à crédito.

Outra evidência é o contínuo e forte crescimento do atacarejo, essa combinação racional e despojada de valor para atender compras em maiores volumes para consumidores finais e transformadores, aqueles que compram para suprir suas operações de food service, dogueiros, etc.

As principais redes de alimentos, super e hipermercados, têm buscado incorporar mais experiência, serviços, conveniência, informação e facilidades para diferenciar suas operações e têm desenvolvido ou aperfeiçoado seus formatos mais tradicionais na tentativa de fazer prevalecer a emoção no comportamento de seus consumidores.

Mas o desempenho relativo dos formatos e conceitos envolvendo razão tem sido consistentemente superior.

O que nos reserva o futuro próximo?


Os elementos disponíveis têm confirmado essa ascensão da componente razão no comportamento dos consumidores cada vez mais preparados e instrumentalizados para decidir com base em informações, análises e comparações.

E o crescimento da participação do e-commerce no total das vendas do varejo só realimenta essa tendência.

E tudo isso significa pressão crescente e perigosa sobre a rentabilidade dos negócios.

Para reequilibrar essa equação, mais investimentos, custos e principalmente inovação e excelente execução serão necessários para valorizar o lado emoção no comportamento dos consumidores buscando o equilíbrio instável e sutil que consiga melhorar a rentabilidade final.

Como tudo que envolve o volátil cenário de negócios atual a diferença reside em combinações virtuosas que possam integrar engenhosamente o ajuste às tendências emergentes com soluções inovadoras que criem novas realidades.

Um convite ao pensar disruptivo.


FONTE:
https://www.linkedin.com/pulse/revis%C3%A3o-da-rela%C3%A7%C3%A3o-emo%C3%A7%C3%A3o-valor-para-o-consumidor-de-souza/


quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

// 2k19, Ano Novo Com Uma Nova Plataforma

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