quinta-feira, 8 de novembro de 2018

A Tecnologia Certa Para o Varejo?

Você já parou para pensar em quanto a tecnologia tem revolucionado o varejo nos últimos anos? 

Antigamente, tudo era anotado na ponta do lápis (ainda é assim por aí?). 
Hoje em dia, as máquinas de cartão dominam, há sistemas de caixa que dão baixa no estoque automaticamente e assim por diante.

Da mesma forma, no passado, o vendedor era uma figura crucial no processo de compra em venda. Atualmente, com a internet e com as vending machines, é possível comprar (quase) tudo sem ter contato com seres humanos (ou tendo pouquíssimo contato). E a tendência é que a tecnologia ocupe cada vez mais espaço no mercado de vendas (B2B e B2C).

A fórmula secreta para saber se você deve (ou não) adotar determinada tecnologia.
Nesse cenário, é normal que você tenha dúvida sobre quais ferramentas tecnológicas deveria utilizar em sua loja. Nosso papel é ajudá-lo a tomar a melhor decisão possível.

A tecnologia em questão ajuda ou facilita a vida do cliente?
Dá um benefício real e mensurável para sua empresa?


Peguemos como exemplo as tecnologias de pagamento. Obviamente, aceitar todo tipo de cartão, mais o pagamento via celular, braceletes e tecnologias similares é cada vez mais importante.

Mas há outras tecnologias que se encaixam nesse grupo. Em novembro de 2016, por exemplo, foi inaugurado no Brasil o primeiro supermercado com a opção de pagar sem passar nos caixas, em que uma máquina escaneia seus produtos e debita automaticamente de sua conta. Rápido e prático, para o cliente. Custoso e trabalhoso para o empresário. Vale a pena?

Se você trabalhar em um supermercado ou grande padaria, sim. Se trabalhar em uma loja de móveis e eletrodomésticos de luxo, ou em uma concessionária, nem perca seu tempo procurando algo assim.

Via de regra: quanto mais valor agregado você adicionar a seu produto, mais contato pessoal é necessário com o cliente. A única decisão na hora de comprar pão é “branquinho ou moreninho?”. Comprar um carro, barco, anel de noivado já exige diversas outras decisões.

Levando tudo isso em consideração, talvez você se pergunte: “tá, e o que mais eu preciso levar em conta na hora de decidir se devo ou não investir em determinada tecnologia?”.

Como saber se você precisa ou não de determinada tecnologia?


No livro Virando a própria mesa, Ricardo Semler afirma que ter uma empresa informatizada é o mesmo que ter uma empresa “máquina-de-escreverzada”. A tecnologia, por si só, não muda nada. Primeiro, você deve se comprometer com as mudanças que determinada tecnologia irá trazer. Algumas deixam a contabilidade muito mais ágil, outras dão muitas informações sobre o cliente. Se você não se programar para usar esse tempo ou transformar as informações em mais vendas, de nada adianta investir em tecnologia.

Então, antes de pensar em quais ferramentas investir, siga este roteiro:

Comece com a pergunta: “o que quero mudar em minha loja?”
A pergunta seguinte é tão importante quanto: “estou comprometido com essa mudança?”
E, finalmente: “que ferramentas existem para me ajudar a alcançar esse objetivo?” 
Pode ser um curso, um livro ou um equipamento de alta tecnologia. Depende.

Não há como escapar da realidade: sua loja enfrenta a concorrência do comércio eletrônico. Com apenas alguns cliques, seu cliente tem à disposição muita praticidade e variedade. Conta com a opinião de diversos outros clientes e, muitas vezes, com um sistema refinado de recomendações. E pode fazer toda essa compra de pijama, à meia-noite.

Então, sua loja deve oferecer alguma coisa que o comércio eletrônico não pode dar!

Antes de investir em tecnologia de ponta, analise como anda a sua força de vendas. Treinar seu pessoal pode fazer essa diferença, pois o toque humano não pode ser reproduzido por um computador. Além disso, pense em sua loja como uma experiência. O que você quer que seu cliente sinta e veja quando entra aí? Mudanças na iluminação, sistema de som e outros fazem a diferença.

A tecnologia que importa

Sim, até aqui falamos em tecnologia jurássica para sua loja, mas, acredite: esse é o tipo de tecnologia que mais faz diferença. Se você conseguir que seu cliente sinta um impacto positivo ao deixar a rua (ou corredor do shopping) e entrar na sua loja, já será um grande passo. A partir desse básico, você pode pensar em outras coisas. Sistema de dispersão de odores, displays giratórios, beacons, monitores com ofertas ou pequenos filmes e assim por diante. Realidade virtual, robôs atendendo os clientes, máquina registradora importada direto do Vale do Silício? Calma! Isso pode ficar para daqui alguns anos…

Aqui é onde a tecnologia faz a diferença!

Você pode saber com facilidade o que seu cliente consome e com que frequência. Se utilizar esses dados corretamente, poderá gerenciar melhor seu estoque, fazer promoções visando determinados clientes, prever quando eles precisarão de um novo produto e oferecer a eles antes que tenham sequer a chance de pensar em um concorrente. Quanto mais você souber sobre seus clientes, mais terá oportunidades de fidelizá-los e aumentar a participação de sua loja no bolso deles (share of pocket).

O que não pode faltar?

A grande tecnologia para se investir, em um primeiro momento, é o CRM (em inglês, Gestão de Relacionamento com o Cliente). Existem várias empresas que oferecem os mais diferentes programas e soluções nessa área. Converse com elas e escolha o mais adequando para você. E, principalmente, programe o que fazer com as informações que conseguir. Essa é a tecnologia a serviço do cliente que pode fazer a diferença na sua loja e pode ser mais barata do que outras opções mais chamativas.

Agora é com você!

Leve todas essas informações em consideração, esteja sempre atento às novidades tecnológicas disponíveis para o varejo e, aos poucos, incorpore ferramentas que realmente vão fazer a diferença na sua operação. Ao mesmo tempo, continue em busca de informações que possam contribuir com o seu desenvolvimento como gestor. Porque tecnologia, sozinha, nunca será suficiente!

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FONTE: