quinta-feira, 16 de maio de 2019

// Você Precisa Usar Seus Dados, Lógico.

Uso dos dados na cadeia logística: ou você sabe usar ou está perdendo tempo e dinheiro.

Ao ler este texto, de alguma forma você está sendo cookado, tagueado e algum algoritmo criado, para que essas informações sejam acessadas mais tarde. Isso vale para todos: consumidores, produtos e serviços. Os dados viraram a commodity mais valiosa no mundo dos negócios. Eles ajudam as organizações a reduzirem seus custos, a tomarem decisões mais rápidas e apuradas e até a criar novos produtos e serviços que atendam a demandas diárias dos consumidores.

A cadeia de suprimentos ou Supply Chain também está passando por essa digitalização, liderada pelo Big Data e Analytics. Segundo pesquisa do Supply Chain Insights, 93% dos entrevistados acreditam que o Big Data irá gerir esta disciplina até o final de 2020. Diria que não vai demorar tanto assim. É uma mudança de abordagem radical, que tem como consequência direta melhoras significativas no tempo de entrega, na confiabilidade, no custo e no controle. Essa abordagem tornou-se imperativa, dada a crescente concorrência dos mercados, as altíssimas expectativas dos consumidores e o crescimento constante e acima da média do e-commerce.

Neste novo cenário, as regras mudaram: o que era desejável virou mandatório e o que era vislumbrado, tem se concretizado. Por exemplo, os tempos de entrega diminuem continuamente. Informar o passo a passo do status de entrega deixou de ser acessório e tornou-se uma ferramenta eficaz para “aplacar” a ansiedade do consumidor.

Nunca tivemos acesso a um volume de informações tão grande, de fontes e naturezas distintas, quase que em tempo real. Acrescenta-se a isso os dados históricos, dados de venda, pesquisas setoriais, indicadores macroeconômicos e os dispersos na internet. Mas, com toda essa fonte inesgotável de informações, as empresas precisam saber usá-las de forma inteligente, navegar e entender adequadamente tudo o que está disponível, caso contrário, o retorno sobre o investimento tardará a chegar.

Com isso, as cadeias logísticas vêm sendo redesenhadas com base nos dados e análises. Hoje esse processo se divide em 4 etapas evolutivas: descritiva ou histórica; regressiva ou preditiva; prescritiva e, no topo delas, a cognitiva. Entre as empresas, podemos dizer que 30% delas estão no primeiro estágio, 50% no segundo e 20% no terceiro. Poucas figuram na última etapa, como Amazon e Netflix, que se baseiam no comportamento e demanda de seus clientes. Neste último caso, o importante não é adivinhar, mas sim captar rapidamente a mudança e momentos do consumidor, como o conceito matemático da inflexão, em que a curva muda para cima ou para baixo.

Um bom exemplo de cadeia logística bem construída é a usada por uma grande rede varejista de e-commerce de moda. Ela usa as informações do cliente para adequar a oferta, o fluxo do pedido e da entrega. A entrega acontece como planejado e aí começa o ciclo novamente com novas ofertas, etc. Normalmente as empresas que já nascem digitais tem mais facilidade em montar suas cadeias usando a informação, pois informação é parte do DNA da empresa.

Os dados também são a base para tornar as cadeias de suprimentos mais resilientes e responsivas. A análise dos dados históricos e fontes externas permite a identificação de pontos de risco e quais eventos fortuitos poderiam impactas as operações. É o caso, por exemplo, de tempestades, inundações, queda de pontes e até greves. Com o diagnóstico na mão, é possível desenhar estratégias de continuidade, como rotas e modais alternativos. A greve dos caminhoneiros em 2018 foi um bom exemplo. Muitas empresas não estavam preparadas, mesmo com informações sobre o movimento estarem disponíveis há semanas.

Alinhado aos dados na cadeia de suprimentos, une-se a tecnologia Blockchain, autenticando as transações entre os parceiros e validando entre todos os participantes, principalmente no comércio exterior. Com aplicação correta do Blockchain, o processo tende a ser ainda mais célere e confiável, reduzindo assim custos com burocracia, uma vez que irá atuar já a partir do momento da compra, com banco envolvido, navegação, despachante, porto, etc.

Vale ressaltar que a falta de informação não pode mais ser uma desculpa para não se fazer o que é necessário para montar, de maneira eficaz, uma cadeia de suprimentos sólida e adaptativa. Os dados estão disponíveis, acessíveis, compartilhados e detalhados. Fazer uso correto deles irá agregar novos valores aos negócios e, de quebra, elevar a logística a um novo patamar.

-

FONTE:
https://portalnovarejo.com.br/2019/04/uso-dos-dados-na-cadeia-logistica-ou-voce-sabe-usar-ou-esta-perdendo-tempo-e-dinheiro/


sexta-feira, 3 de maio de 2019

// Faça Parte do 1%.

Sobreviver às mudanças de hábitos de consumo requer reformular negócios. No varejo, adaptar-se à revolução tecnológica é primordial.

A Profa. Dra. Regiane Relva Romano acredita que “o primeiro e maior problema do setor é a falta de um software de gestão: 99% das empresas do setor não possuem um sistema que organiza suas vendas, faturamento, indica quais produtos vendem mais, e qualquer outra informação sobre sua operação de forma automatizada”.

“Com um bom software de gestão, empresas do setor podem começar a trabalhar com identificação de clientes, que inclui biometria e reconhecimento facial. Com essas informações em um banco de dados, é possível criar um atendimento personalizado para oferecer o produto certo e aumentar as chances de vendas, além de fidelizar o consumidor que achou exatamente o que precisava na sua loja”, diz Romano.

Seguindo essa lógica, o varejo pode oferecer promoções também customizadas e consegue organizar os produtos dentro da loja de acordo com o comportamento dos clientes. Ela destacou também novos formatos de venda, como quiosques.

“A Amazon trabalha esse modelo muito bem e o Walmart anunciou recentemente quiosques dentro das suas próprias lojas. Os clientes podem comprar e sair da loja de forma prática e rápida”, diz.

Há ainda, as máquinas de vending machine, ou máquina de venda automática, dentro das lojas e que podem aumentar as vendas.

“O segredo é cada vez mais usar a tecnologia para atrair e agradar o consumidor. Por exemplo, ‘gamificar’, que é a venda por meio de jogos, e interagir com o cliente é bom para ele que quer comprar e para você que quer vender”, explica.

Outro passo importante tem a ver justamente com entretenimento. “Vender de forma lúdica é fazer a pessoa consumir enquanto brinca e se diverte. Isso é um diferencial. Realidade virtual e realidade aumentada também entram nesse grupo. As empresas precisam pensar em novas formas de oferecer seus produtos".

Além disso, novos formatos de pagamento também precisam se desenvolver no setor. A tecnologia que permite pagar por aproximação já funciona no Brasil, mas ainda está longe de ser algo amplamente utilizados pelos consumidores por falta de confiança. Até mesmo o polêmico Bitcoin e as criptomoedas são agentes desse processo.

Considerando todas essas possíveis tecnologias que podem ser implementadas e já estão disponíveis para serem usadas de forma estratégica para o varejo, um segundo processo começa.

“A partir disso precisamos integrar toda essa tecnologia no negócio, pensar em oferecer tudo de forma padronizada com uma infraestrutura adequada, comunicação eletrônica, aplicativos bem estruturados e usar a internet e as redes sociais a favor da companhia", afirma Romano.

Nessa etapa, a empresa também deve começar a pensar no uso de drones dentro das lojas para inventários, fora das lojas para entregas, impressões em 3D e radiofrequência, por exemplo.

São duas etapas complexas que vão levar à Internet das Coisas, deixando as lojas de varejo inteligentes e integradas. Embora seja um desafio para o modelo que existe atualmente no Brasil, a especialista acredita que a “empresa que não inovar” no sentido desses processos “vai morrer”.

O impacto da Internet das Coisas nos negócios atualmente chega a US$ 8 trilhões ao redor do mundo.

Millennials

Romano destaca que todo o mercado está se transformando e obrigando as empresas a inovar justamente pela chegada dos Millennials, ou a chamada Geração Y, que são os consumidores que têm entre 20 e 39 anos hoje.

“Eles mudaram tudo porque fazem negócio com a marca. E trabalham com o que chamamos de ME2B, ou seja, eles decidem o que querem comprar e esperam que as empresas ofereçam e entreguem esse produto. Essa turma pensar em ‘ser’ ao invés de ‘ter’ está mudando totalmente a lógica do varejo”, afirma Romano.

Segundo ela, a missão das empresas de varejo é fazer um bom Storytelling porque essa geração precisa acreditar no que está comprando. “A empresa tem que vender e está alinhada ao que está oferecendo”, diz.

Essa geração é multi-telas e multicanais e, segundo a especialista, costuma-se classificá-los como consumidores Omnichannel, mas eles não se veem assim.

“Para os Millennials não importa onde e como estão comprando, mas sim o valor que isso agrega. Por isso, consumir do computador de casa, do celular, da loja não faz diferença. O que nos leva ao que chamamos de Unified Commerce: o cliente no centro de tudo”, afirma.

Para a especialista, o varejo precisa adotar esse estratégia de dar atenção ao seu cliente. “Hoje o que chamávamos de Omnichannel, nada mais é do que a personalização”, diz.

Ou seja, com essa nova era a empresa do varejo precisará “integrar saúde, bem estar, entretenimento, gamificação e realidade aumentada para vender o arroz e feijão”, afirma.

Segundo ela, é preciso desmistificar que a tecnologia é extremamente cara e apenas para os grandes negócios. “Todo mundo pode implementar”.

-
FONTE:
https://www.infomoney.com.br/negocios/grandes-empresas/noticia/8268721/99-das-empresas-no-varejo-tem-um-problema-diz-especialista



sexta-feira, 26 de abril de 2019

// PARA SUSTENTAR A INOVAÇÃO


Cliente no centro da estratégia, atendimento personalizado e em múltiplos canais foram os pontos destacados por especialistas.


Os brasileiros estão diante de uma avalanche de informações, conectividade e conteúdo em real time. Tudo porque o smartphone quebrou barreiras e já faz parte da vida das pessoas. Segundo uma recente pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, o Brasil tem hoje 220 milhões de celulares em funcionamento contra 207,6 milhões de habitantes, de acordo com os dados do IBGE.

E o setor varejista é um dos mais impactados com esse cenário, em que o consumidor já mudou seus hábitos de compra, sabe mais informações dos produtos se comparados aos vendedores e tudo precisa estar integrado. Aqui, entra um desafio enorme para as lojas físicas, que vivem um processo de redesenho das estratégias de atendimento, desde a abordagem ao pagamento da compra.

O tripé desse desafio passa por pontos como: deixar o cliente no centro da estratégia; fomentar um atendimento personalizado; e mergulhar na operação em múltiplos canais.

Olhando para a evolução do varejo nos últimos anos, que foi seriamente impactado pelo comércio eletrônico, parece que esse tripé é mais do mesmo. Entretanto, o fato é que são pontos extremamente complexos para um plano de ação quando se trata de loja física, principalmente diante de desafios setoriais como margens apertadas, cuja eficiência operacional tem sido um grande divisor de águas entre sucesso e fracasso.

  1. Omnichannel – Como o mesmo cliente tem uma persona diferente, dependendo do ambiente ou período que ele esteja comprando, o atendimento em múltiplos canais só vai funcionar se o varejista estiver estruturado para isso. Isso exige estrutura sistêmica, estoque unificado, quebra de barreiras fiscais e, principalmente, cultura organizacional.
  2. Atendimento personalizado – E, ao mesmo tempo, massificado. Como o comércio eletrônico tem o poder de romper barreiras e fazer com que o consumidor se sinta único, a loja precisa trazer um mix de experiências para os espaços físicos. Essa ruptura pode ser usada com vitrines digitais, reconhecimento facial, entregas personalizadas e apoio tecnológico para tapar os GAPs operacionais a fim de agilizar o atendimento.
  3. Cliente no centro da estratégia – Nem toda disrupção no varejo é tecnológica. É um setor feito por pessoas para pessoas. Entender o negócio, propósito da marca e passar esses valores ao consumidor faz mais sentido do que subutilizar diferentes tecnologias. O atendimento tem que ser simples e sem atrito, trazendo valor para o cliente.

E o papel da TI em todo esse processo? Essa pode ser a pergunta-chave para a inovação no Varejo. Até que ponto o profissional de tecnologia está liderando a transformação digital no negócio.

Além disso, encontrar um ponto de equilíbrio entre tecnologia, processos e pessoas é fundamental para o varejo conseguir encontrar o problema real do consumidor e implantar a solução. Isso sim é deixar o cliente no centro da estratégia, nenhuma ação pode impactar a jornada do consumidor.

No campo tecnológico, as ferramentas estão disponíveis. Tudo que vier somar na automação e eficiência operacional vai ajudar os profissionais de TI a ficarem mais livres para atuar na inovação. O varejo se tornou uma indústria muito complexa, com margens apertadas para investimentos sistêmicos, por outro lado, os que souberam se reinventar estão colhendo frutos de sofisticação e fidelização do cliente.

FONTE:
http://www.decisionreport.com.br/destaque/qual-e-o-tripe-da-inovacao-digital-no-varejo-brasileiro/#.XMMVkZNKicY


sexta-feira, 12 de abril de 2019

// MENTORIA PARA SEU PROJETO

A segunda edição do brMalls Partners, parceria da brMalls com a Endeavor, está selecionando 15 empresas de varejo para participar do programa de mentoria, que visa fomentar e acelerar o empreendedorismo do setor no país.


A programação prevê a identificação dos principais problemas enfrentados por cada lojista e o acompanhamento durante sete meses na busca por soluções. As mentorias e orientações são gratuitas e as inscrições vão até 19 de abril pelo site https://www.endeavor.org.br/scaleup/brmallspartners.

Primeira edição

A primeira edição do brMalls Partners realizou, em 2018, mais de 60 horas de mentoria que geraram retorno financeiro e social. As empresas aceleradas registraram um crescimento médio de 33% no faturamento e aumento de 14% no número de funcionários.

"Para nós, o programa foi um divisor de águas. Somos uma empresa familiar e pequena da Bahia, e tivemos a oportunidade de conhecer e nos relacionar com pessoas e empresas de todo o Brasil e de diferentes mercados, mas com os mesmos problemas, inclusive criando parcerias de negócios",  afirma  Bruno Brandão, da Singular Pharma, uma das participantes da primeira edição.

Participação

Para participar da segunda edição, a empresa deve estar em operação e em fase de expansão e escala. O potencial de crescimento também será avaliado, assim como a afinidade do empreendedor ao programa e sua capacidade de inovação para se diferenciar de atuais ou futuros concorrentes.

Os selecionados receberão orientação dos executivos da brMalls e de mentores padrinhos da Endeavor em encontros coletivos e individuais. O objetivo é acelerar o desenvolvimento dessas empresas, gerar networking e buscar oportunidades que possam ser aplicadas no setor. Os selecionados ainda poderão fazer parte de uma comunidade exclusiva para compartilhar boas práticas.

 “A gente sabe. Empreender no varejo não é tarefa fácil. Além dos desafios de logística, precificação e a intensa concorrência do setor, é preciso construir um time centrado no consumidor, que fortaleça sua marca e crie um posicionamento único. Tudo isso escalando em alta velocidade. A ideia do brMalls Partners é trabalhar com empresas de diferentes áreas que visam solucionar problemas e atender demandas dos clientes, contribuindo de forma inovadora e sustentável para o crescimento do varejo brasileiro”, afirma Vicente Avellar, diretor executivo de operações da brMalls.

Onze áreas de atuação do varejo poderão fazer parte dessa nova edição do brMalls Partners: alimentação, bem-estar e lazer, atividades infantis, vestuário, saúde, decoração, educação, economia colaborativa, serviços, showroom e entretenimento.

Serviço

Prazo: até o dia 19 de abril
Vagas: 15

Inscrições: https://www.endeavor.org.br/scaleup/brmallspartners

FONTE:
https://www.jb.com.br/economia/2019/04/994945-programa-gratuito-de-mentoria-busca-acelerar-empresas-de-varejo-no-brasil.html

sexta-feira, 5 de abril de 2019

// UX | UI NO PLANO FÍSICO.

A identidade é um dos elementos mais importantes na comunicação visual do PDV. É a “personalidade” que define a loja ou rede e como ela se relaciona com as expectativas de qualidade e preço por parte do consumidor.


Neste artigo você vai entender melhor a importância da identidade na comunicação visual do PDV. Primeiro, vai aprender o que esse conceito significa. Em seguida, conhecer os principais benefícios, para os negócios, de se estabelecer uma identidade. Depois, descobrir as vantagens de templates personalizados para cartazes de promoção. E, por fim, vai conhecer algumas dicas para aprimorar essa identidade. Confira!

O que é identidade na comunicação visual?
A identidade das marcas é cada vez mais importante. A maior parte dos consumidores constrói relacionamentos com as marcas por causa de valores compartilhados. À medida que mais clientes dão mais importância a valores do que ao preço baixo, os varejistas ganham oportunidades de se diferenciarem da concorrência.

Mas, mesmo no caso de clientes sensíveis ao preço, a identidade é fundamental para comunicar esse preço baixo.

Imagine um supermercado de bairro, cujo principal destaque é o preço, decorado em preto ou dourado, ou com aspecto de loja de perfume. É muito provável que essa identidade visual afaste seus principais consumidores, que entenderão, pelo que as cores e decoração sinalizam, que ali não é para eles.

A identidade visual é como uma história que o material de PDV conta ao mundo. Se ela for bem-sucedida, atrairá grande número de clientes certos, e, mais do que isso, despertará neles o desejo de se associarem àquela marca.

Quais são os benefícios da identidade visual?
As vantagens de uma identidade bem pensada e forte são muitas. Vamos conferir as principais.

Gera reconhecimento


Talvez você já tenha reparado nos porta-guardanapos da Coca-Cola presentes em muitos bares e botecos. O que pode surpreender é que, se você reparar bem, o nome completo da marca não está escrito em muitos deles. Sempre algumas letras estão faltando.

Porém, como a identidade visual é muito forte, a presença daquela caligrafia e daquela combinação de cores já é suficiente para reconhecermos o nome da marca, mesmo que ela não esteja escrita por inteiro.

Uma marca forte pode ajudar seu negócio da mesma forma. Se o seu varejo tem vários PDVs numa mesma cidade ou em diferentes pontos do Brasil, um consumidor que esteja viajando ou em deslocamento para outro bairro reconhecerá sua loja com mais facilidade.

Se ele já confia em um estabelecimento por oferecer produtos frescos, a baixo preço ou qualquer outra vantagem, também tenderá a comprar no outro endereço.

Faz a marca ser lembrada

Um dos prêmios publicitários mais importantes divulgados todos os anos é o “top of mind”. Trata-se das marcas que vêm primeiro à cabeça dos consumidores quando instigados a dizer o nome de um produto.

Marcas como Bombril, Chiclets e Gillette são tão poderosas que viraram sinônimo de suas categorias (em vez de “lã de aço” e “lâmina de barbear”).

Esse reconhecimento só é possível quando existe uma identidade visual forte. Para nos lembrarmos de alguma coisa, especialmente algo abstrato como uma marca, ela precisa ter uma “cara”. Você certamente deve saber quais são as cores e a tipografia associadas a marcas como Omo, Honda, Sadia e Vivo, ainda que não tenha comprado produtos de nenhuma delas recentemente.

Cria um vínculo entre a empresa e o cliente

Uma identidade visual ajuda sua marca a criar uma espécie de “time” do qual o consumidor quer fazer parte. Pense na estratégia do Club Social: o próprio nome do cracker leva o cliente a se sentir parte de um grupo. Um relacionamento baseado em marca e valores é mais duradouro e valioso do que aquele simplesmente baseado no preço.

Em alguns casos, a marca também ajuda a criar uma sensação de status, reforçando a motivação para se associar a ela.

Gera permanência no mercado

Uma boa marca nunca desaparece. Mesmo em momentos de queda nas vendas, ela permanece reconhecível: pense na Kodak ou na Blockbuster, por exemplo, que já abriram falência, mas cujas marcas permanecem no imaginário.

Redes varejistas já fechadas, como Arapuã e Mesbla, ainda seriam reconhecidas por muita gente hoje. Uma marca forte pode ser muito útil para o momento em que seu varejo precisar atravessar momentos difíceis e contar com a confiança dos consumidores para se reerguer.

Por que usar templates personalizados para cartazes de promoção?
Muitas redes de varejo utilizam cartazes de promoção tradicionais, feitos à mão, em seus PDVs. Eles são praticamente iguais em todos os lugares, geralmente na cor amarela com tipografia vermelha.

Embora muitas vezes eficaz, material de PDV desse tipo é uma oportunidade perdida para construir e reforçar sua identidade visual. Se as cores da sua logomarca não incluem amarelo e vermelho, por exemplo, você poderia usar templates personalizados com as cores do seu “time”.

Cartazes de oferta são um dos elementos de sinalização mais importantes do PDV e, portanto, devem ser encarados como uma ferramenta na construção de uma identidade forte e consistente.

Como aprimorar a identidade na comunicação visual do meu varejo?
Eis algumas dicas para fortalecer a identidade de marca com o seu material de PDV:

  • Seja consistente. Use a mesma logomarca, tipografia e cores nos exatos tons em todas as suas peças de comunicação. Crie um manual de marca para garantir que tudo evocará a mesma identidade;
  • Seja coerente. A comunicação deve seguir o mesmo tom. Se o seu varejo é concentrado em preço baixo, tudo deve refletir essa estratégia. Se a marca é mais engraçada e despojada, ou se é sóbria e séria, então todos os cartazes, panfletos, displays etc. devem acompanhar essa orientação;
  • Conheça seu público. Sua marca deve refletir os interesses e aspirações do público. Uma loja de conveniência em um bairro chique, por exemplo, pede uma comunicação diferente de um atacarejo.

A comunicação visual no material de PDV é um dos elementos mais relevantes para o sucesso de um varejo. Ao ajudar a construir uma marca e contar uma história, ela define o relacionamento que os clientes terão com as lojas e produtos.

sexta-feira, 29 de março de 2019

// As Fintechs Crescem e Fazem Crescer

Varejo físico ainda é gigantesco e sobreviverá. Mas não será como antes, não na forma em que vende, não na forma em que lucra e, principalmente, não na forma em que cria experiências

Um dos setores mais sensíveis às influências da inovação, o varejo físico tem percebido cada vez mais que não é possível realizar mudanças nos seus modelos de atuação sem pensar em dois pilares importantes: o seu consumidor e como se dá a jornada de compra dele. Como resposta do varejo físico ao varejo online, o que até há pouco tempo era considerado um gargalo – e uma dor de cabeça tremenda para os gestores em como tirar do papel certas ideias – hoje só não é possível como está caminhando de forma extremamente veloz. O principal pilar responsável por isso tem nome e sobrenome: tecnologia financeira – também conhecido por fintech.

O avanço das tecnologias, dos meios de pagamentos e da própria necessidade do consumidor, que se tornou mais exigente à medida que passou a ter controle sobre como e quando deseja ter acesso a determinados serviços e produtos, levou o varejo a entender que todas as decisões tomadas devem ter como cerne o próprio consumidor. Ou seja, é este que define como deve ser a sua experiência. Mas o poder do consumidor – e a devida importância a isso – só foram realmente levados em consideração quando a tecnologia evoluiu, surgindo diversas startups olhando para tornar o processo de compra mais conveniente e adequado ao consumidor moderno. O “estrago”, porém, já estava feito, e as lojas online, incluindo novos varejistas e marketplaces – como a Amazon -, criaram ameaças reais na predominância dos grandes varejistas.

Nos Estados Unidos, por exemplo, grandes varejistas fecharam suas portas graças a chegada do online. O custo alto para se manter uma estrutura física sofreu com margens apertadas do varejo físico, e não conseguiram acompanhar a experiência de um consumidor 100% conectado. No Brasil, no entanto, isso demora mais para acontecer. Graças a falta de um player de tamanha expressividade e qualidade em 100% das frentes, e que deseja atacar, e a um consumidor um pouco menos digital em comparação aos da terra do Tio Sam, o varejo sente as dores em doses mais homeopáticas.

Mas até quando? Livrarias, como a Saraiva, começaram a fechar as portas pouco tempo após o e-commerce da Amazon desembarcar no país. Gigantes como a C&A copiam modelos de startups menores de moda, como a Amaro, mas o ritmo é difícil de acompanhar. E voltando ao exemplo da gigante online americana, elas estão começando a desembarcar no mundo offline, e já anos à frente do varejo tradicional.

Mas existe algo que podemos levar de exemplo? Existe sinal positivo? Existe sobrevivência ao varejo físico? Para todas as perguntas, minha resposta é sim! A ida dos filhos do varejo online para o mundo físico tirou a dúvida de muitas pessoas “ainda existirá varejo físico?”. Ao contrário das previsões de muitos especuladores, o varejo físico ainda é gigantesco e sobreviverá a tudo isso. Mas não será como antes, não na forma em que vende, não na forma em que lucra e, principalmente, não na forma em que cria experiências.

No mundo online a tecnologia tornou fácil e de maneira muito acessível a metrificação das etapas da jornada de compra. No mundo físico, porém, é um pouco diferente. O número de startups e fintechs que atacaram o online é exponencialmente maior do que os que atacam o mundo físico, graças a sua complexidade e investimento necessário. Entretanto, as empresas podem levar isso como vantagem e desvantagem, pois ao acertar na contratação do parceiro certo, e dedicando seu tempo para internalizar o que realmente importa, criam barreiras de entrada mais fortes contra seus concorrentes físicos ou digitais.

Nesse ponto, poucas empresas, como o Magazine Luiza, conseguiram se tornar referência em quesito de tecnologia. Outras apostam em parcerias nacionais e internacionais para criar suas novas experiências. E outras falharam ao tentar internalizar tudo ou fazer as coisas do mesmo jeito. Abaixo, cito algumas coisas para serem levadas em consideração quando falamos de experiência de pagamento.

Melhorar a experiência de compra

Menina dos olhos dos varejistas, a experiência de compra é o que determina o sucesso de uma operação. Pesquisa realizada pela consultoria PwC mostrou que no Brasil, 89% das pessoas apontam a experiência como fator determinante para a decisão de compra. E por isso, entenda-se eficiência, conveniência e inovação. É aqui que entram as fintechs, sobretudo na parte de pagamentos. Integrar diferentes soluções com foco na customização em diferentes serviços permitem mais opções para o consumidor nessa jornada e principalmente a compreensão do consumidor.

Muitos varejistas já pensam ou ofertam algum tipo de serviço para fidelizar o consumidor, diminuindo o atrito, e aumentando suas vantagens frente a concorrentes. As lojas ainda se mostram um ponto de venda forte frente ao online. Mas para isso, melhores experiências in-store precisam ser criadas. Porém, o ponto mais crítico é, e sempre será, quando se mexe com dinheiro – e aqui podemos incluir grandes filas, a falta de condições especiais ou até experiências de multicanal e omnichannel.

Competitividade leva a busca por inovação

Muitas redes varejistas já perceberam que criar suas próprias formas de facilitar o pagamento para o seu consumidor podem servir também como maneira de aumentar a rentabilidade da operação. A Renner, por exemplo, que obteve permissão do Banco Central para transformar sua subsidiária financeira em uma instituição independente viu no ano passado o seu cartão de bandeira própria representar 44,2% das vendas e 19,7% na geração de caixa. Além disso, o consumidor ainda pode contratar seguros e até contrair empréstimos. Isso garante fidelizar o seu público.

Nessa mesma toada, outras varejistas seguem esse caminho. A B2W, dona de Americanas, Submarino e Shoptime, lançou sua a carteira Ame Digital com o objetivo de tornar as compras de seus consumidores mais fácil dentro das lojas virtuais do grupo. Uma das principais vantagens é a modalidade conhecida como cashback, que dá de volta ao cliente parte do valor gasto em forma de crédito. A marca já permite que essa forma de pagamento possa ser utilizada tanto na loja online como também no mundo físico.

A preocupação, porém, deve ser em criar novos produtos que realmente estejam alinhados com a necessidade e conveniência do consumidor. A ideia de portfólio é importante, pois esses podem se tornar muitas vezes até mais rentáveis que a operação atual.

Diminuição de risco e redução de custos

O custo do crédito e a provisão para consumidores inadimplentes sempre foram preocupações sensíveis, embora contabilizadas, pelas varejistas. Com o crescimento das fintechs que atuam nesse segmento, isso passou a ser diluído. Ou seja, essas novas tecnologias também oferecem mais segurança para varejistas que fazem vendas a crediário, ou ainda dão acesso fácil e rápido para empresas que de outro modo não conseguiriam empréstimos de grandes bancos.

A própria regulação do Conselho Monetário Nacional, liberando as fintechs em oferecer empréstimos com recursos próprios, deu margem para que as varejistas se livrassem das amarras dos bancos tradicionais. Isso garantiu segurança jurídica, aumento de credibilidade das novas empresas, e, de quebra, deu opção para os lojistas fornecerem crédito de forma menos arriscados para os seus clientes e fornecedores. Antes essas ações só poderiam ser feitas junto a empresas de crédito, que ainda atuavam de maneira antiga no setor. Hoje isso já pode ser feito com parcerias com startups que mudam todo o processo, desde o critério para aprovação.

Novas possibilidades de atuação dos players tradicionais

As empresas tradicionais, sejam bancos, varejistas, meios de pagamentos, etc., sabem que não é possível atender a todos os nichos de forma competente e suprindo as particularidades de cada um deles. Por isso, as fintechs entram como uma forma de trabalhar de forma integrada, auxiliando esses players a criarem novos modelos de atuação de forma complementar. Inevitavelmente a redução de taxas em determinados serviços serão fator de atração de novos consumidores. Mas o principal motivo não é e nem deve ser esse, e sim permitir um contato mais próximo, com melhor atendimento, melhor compreensão de cenários, menos burocracia e serviços mais customizados. Por mexerem com a parte principal do comércio – um lado precisa receber e outro pagar – as fintechs trabalham de maneira essencial seja fomentando crédito, fornecendo desconto, criando fidelidade, melhorando a experiência na loja ou integrando o mundo físico e online, elevando o potencial para empresas e consumidores fazerem melhores negócios.

-

FONTE:
https://portalnovarejo.com.br/2019/03/como-as-fintechs-estao-elevando-o-potencial-para-o-varejo-e-para-o-consumidor/

quinta-feira, 21 de março de 2019

// Segurança de Informação no Varejo

Com o tema Cyber Security nas Operações de Varejo, encontro terá palestras de varejistas e profissionais da área de segurança da informação.

Casos públicos, como da Target, que em 2017 sofreu um roubo de dados de quase 70 milhões de clientes e, recentemente, o Facebook, que admitiu o vazamento de informações de quase 100 milhões de usuários, ativam um alerta para que as empresas incluam segurança de dados nas operações do varejo de móveis como item fundamental na sua estratégia de análise de base dos consumidores.

Segundo o diretor vogal e presidente do comitê de Prevenção de Perdas, Riscos, Auditoria, Compliance e Segurança (Pracs) do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Consumo (Ibevar), Anderson Ozawa, quando uma compra é realizada pela internet, dados do usuário são solicitados. Por isso, a segurança de dados nas operações do varejo de móveis e de outros setores são importantes.

“Em muitos casos, o varejista utiliza essas informações para criar um perfil em sua base e alimentar seu CRM (Customer Relationship Management). O que não imaginamos é que, com um sistema de Data Analytics bem estruturado, é possível usar esses elementos para determinar descontos em compras e até sugestões personalizadas de produtos, baseados no histórico de consumo, que chegam no momento da compra, por e-mail ou por sms”, explica Anderson.

Essa prática é comum no varejo, mas o problema começa quando o consumidor passa a receber um bombardeio destas comunicações, não somente pelo varejista ao qual passou seus dados, mas por outros que ele nem conhece. Algumas vezes, isso ocorre pela prática indevida de venda de informações e, em outros casos, são simplesmente obtidas ilicitamente por experts em tecnologia que invadem os bancos das empresas e copiam este conteúdo.

Sendo assim, este será o tema do Fórum “Cyber Security nas Operações de Varejo”, realizado pelo Ibevar, na próxima semana, dia 28 de março, das 8h30 às 12h. O encontro contará com palestras de varejistas e profissionais da área de segurança da informação e um painel de discussão com executivos. O objetivo é expor as boas práticas, cases e formas para manter estratégias alinhadas com a transformação digital das empresas.

FONTE:
http://www.emobile.com.br/site/varejo/seguranca-de-dados-nas-operacoes-do-varejo-de-moveis/