quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

// Franquias em 2020

O desenvolvimento e a democratização da tecnologia certamente foram alguns dos aspectos mais transformadores da última década.

Nos últimos anos, as empresas brasileiras tiveram que se adaptar para continuar sobrevivendo em cenários políticos e econômicos extremamente desafiadores. E quem abraçou os recursos tecnológicos conseguiu transformar as dificuldades em oportunidades muito mais facilmente.

Foi o caso, por exemplo, das redes de franquias que digitalizaram suas operações e até criaram novos modelos de franquias, recorrendo a ferramentas tecnológicas como foram de reduzir os custos, aumentar a produtividade e criar formatos de trabalho mais econômicos e ágeis.

Como resultado desses e de outros fatores, o mercado de franquias teve um crescimento estrondoso. Em 2010, o franchising brasileiro faturou R$ 75,9 bilhões. Já em 2018, a receita saltou para R$ 174,8 bilhões. Os dados são da Associação Brasileira de Franchising (ABF).

Na próxima década isso não deve ser muito diferente.

O ano de 2020 deve marcar investimentos ainda maiores das franquias brasileiras em tecnologia. E existem motivos muito sólidos para que essas empresas continuem investimento cada vez mais tecnologia.

Tecnologia como combustível para a expansão de franquias

A tecnologia é uma das principais aliadas para as redes de franquias que desejam expandir suas operações. Para começar, um bom software de gestão é básico para franqueadores que buscam uma administração profissional, tanto dentro na própria matriz, quanto nas unidades franqueadas.

Sistemas de gestão de qualidade também podem ajudar a eliminar processos desnecessários, centralizar informações, reduzir despesas e até a aumentar a produtividade dos funcionários, o que são condições importantes na expansão.

Além disso, contar com recursos tecnológicos também é importante nas etapas de atração, conversão e relacionamento com os franqueados.

Ter uma boa ferramenta de geolocalização que ajuda a encontrar praças atrativas para o negócio, mecanismos de automação de marketing para atrair novos franqueados e uma plataforma de ensino a distância, por exemplo, são itens mandatórios para redes que querem abrir franquias em estados distantes da matriz.

Tecnologia e a otimização da experiência

Já não basta apenas oferecer um bom produto ou serviço para conquistar o consumidor. Com a alta competitividade e um público cada vez mais exigente, é fundamental criar uma experiência excelente do início ao fim. A tecnologia também pode fazer parte desse processo.

Ferramentas como o Big Data podem ser utilizadas para ajudar as franqueadoras a entender melhor o que seus consumidores pensam e desejam. Dessa forma, fica mais simples otimizar os processos para promover uma experiência especial para os clientes.

Além disso, recursos como realidade virtual, chatbots e telas interativas já estão sendo amplamente usados pelas marcas de franquia como formas de encantar o público e inovar.

A pesquisa Food Service 2019, desenvolvida pela ABF, comprova essa tendência ao apontar que 47% das redes de franquias pretende investir em equipamentos como tablets para criar menus interativos e digitais.

Falando a mesma língua que o consumidor através da tecnologia

Quem usa o WhatsApp ou as redes sociais o tempo todo, não quer ter que mandar um e-mail para resolver um problema com uma empresa ou fazer uma solicitação de serviço.

Pensando no quanto a tecnologia já faz parte da vida, dos costumes e até da forma como os consumidores se relacionam, agregar canais tecnológicos em uma rede de franquias é primordial.

Ter canais de contato que sejam convenientes para quem compra é um passo que as franquias precisam dar se quiserem continuar sendo relevantes para um consumidor que tem tudo a um clique de distância (ou um toque na tela do celular).

Essa multicanalidade é, inclusive, um caminho para o omnichannel, uma das tendências mais fortes para franquias que atuam no varejo.

O omnichannel garante a integração de vários canais, inclusive os offline. Com essa integração, muitas franquias já estão habilitando sistemas que tornam possível fazer uma compra pela internet e retirá-la em uma loja física, ou o contrário.

FONTE:
https://www.terra.com.br/noticias/dino/investir-em-tecnologia-e-tendencia-para-franquias-em-2020,10bd837bb967d8409f247e91255869dd0wvgspml.html



quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

// 5 Dicas Para Conquistar a Confiança dos Clientes

Quer ganhar a confiança do seu consumidor? Invista em privacidade

A privacidade, o vazamento de dados pessoais e como as empresas usam as informações de seus clientes são assuntos que ganham cada vez mais relevância. Os consumidores estão mais atentos e menos propensos a compartilhar seus dados. Por isso, empresas que investem em políticas de privacidade claras e mostram, de forma transparente, como as informações são usadas têm mais chance de conquistar a confiança (e os dados) dos consumidores.

Uma pesquisa da Deloitte sobre privacidade de dados com consumidores americanos apontou que aqueles que estão satisfeitos com as políticas de privacidade de uma marca têm mais probabilidade (73%) de serem a favor ou neutros em relação ao compartilhamento de dados pessoais, em comparação com aqueles que estão insatisfeitos ou não conhecem as políticas (57%).

A pesquisa mostrou também que 75% dos consumidores estão mais abertos a compartilhar informações pessoais quando entendem que há benefícios em troca, como melhores preços, descontos ou melhores serviços. Os resultados mostram que as marcas precisam ser transparentes sobre o uso dos dados e mostrar como aquelas informações estão sendo usadas para ganhar a confiança dos consumidores.

O estudo também descobriu uma desconexão entre como os consumidores percebem a maneira como os varejistas usam seus dados pessoais e como os varejistas realmente os utilizam. Dois terços dos consumidores pesquisados acreditam que o principal uso de seus dados é para o marketing direcionado e pelo menos metade disse acreditar que seus dados pessoais são vendidos para terceiros.

Os executivos das marcas, no entanto, afirmam que as informações dos consumidores são usadas para aumentar a eficiência operacional e melhorar a qualidade dos serviços nas lojas. Essa diferença de visões é gerada pela falta de transparência sobre como os dados são armazenados e usados, diz a pesquisa.

Tendência na CES 2020

Quando falamos de privacidade digital, os grandes vilões que aparecem são as redes sociais e as empresas de tecnologia. Na edição deste ano da CES, um dos principais eventos de tecnologia que acontece todos os anos em Las Vegas, o grande foco das gigantes do mercado foi o investimento em novas formas de proteger a privacidade dos cidadãos após anos de crescente escrutínio de reguladores e consumidores sobre o tratamento de dados pessoais pelo setor.

O Google anunciou durante o evento a atualização do Google Assistant com dois novos comandos de voz para que as pessoas possam optar por cancelar comandos de voz ou excluir os registros arquivados no sistema. A empresa agora oferece aos usuários a opção de excluir dados usando sua voz dizendo: “Ei, Google, exclua tudo o que eu disse para você esta semana”, por exemplo.

Neste mesmo caminho, a Amazon, dona da empresa de fechaduras e câmeras de segurança Ring, anunciou que irá dar aos usuários a oportunidade de não atender solicitações da polícia para vídeos gravados pelos aparelhos dos usuários. A empresa estava sob fortes críticas por fornecer dados pessoais dos donos das câmeras, como localização em tempo real.

O Facebook, que passou os últimos dois anos sofrendo com escândalos relacionados à privacidade dos usuários e ao uso de dados pessoais por terceiros, anunciou na CES uma nova versão de sua ferramenta de verificação de privacidade com o objetivo de orientar o público quais são as principais formas de realizar as configurações sobre o uso de dados pessoais na plataforma. A nova versão mostra como controlar quem pode ver o que é compartilhado, como as informações são usadas e como aumentar a segurança da conta. A versão anterior da ferramenta era focada apenas em alterar as configurações de quem podia ver as postagens e informações de perfil do usuário.

Veja abaixo 5 medidas que as empresas precisam adotar para ganhar confiança do consumidor na questão da privacidade:


  1. Trate os dados do consumidor como um ativo valioso para a empresa;
  2. Seja transparente sobre como os dados estão sendo coletados,
    quais são armazenados e como eles serão utilizados;
  3. Centralize todas as configurações de privacidade em um único local
    para permitir que os consumidores tenham mais controle e facilidade
    para entender as implicações das configurações;
  4. Garanta que todas as pessoas que têm contato com o consumidor são
    capacitadas para agir de acordo com as diretrizes de privacidade da marca;
  5. Garanta a proteção dos dados em qualquer lugar – na nuvem, na organização,
    com terceiros ou em qualquer outro lugar em que possam ser usados.

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FONTE:
https://www.consumidormoderno.com.br/2020/01/15/confianca-consumidor-invista-privacidade/

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

// Resoluções de (para o) Ano Novo

O varejo está em transformação. 

Assim como outras áreas da sociedade, a maneira de se pensar o comércio mudou diante dos crescentes avanços tecnológicos, provocando cada vez mais discussão acerca do futuro do setor. Nesse cenário, um estudo realizado pela Hibou, empresa de pesquisa e monitoramento de mercado, revela as principais tendências para o varejo nacional em 2020.
  1. Embalagens interativas
    As embalagens se tornam um ponto de experiência entre a marca e o consumidor. Além de informar, elas possuem uma relevância maior como mídia: sendo um valioso canal de contato e comunicação.

    Algumas marcas já embarcaram neste caminho com QRCode para destravar stories do instagram por exemplo, ou tour virtual ao escanear um código, trazendo para as mãos do consumidor o que, na comunicação tradicional, seria apenas inspiracional (o mote jogo/campeonato). 

    Gerar contexto é sair da jornada "de compra" e ingressar por um momento no dia "do comprador", dividindo uma história com seu consumidor.

  2. Rastreamento de Origem
    O controle de origem-destino de mercadorias sempre fez parte dos processos administrativos das corporações. 

    A novidade está em levar ao consumidor uma visualização deste controle, permitindo maior transparência nas procedências e prazos dos produtos que consome, especialmente no segmento alimentício. 
    Numa época de informação e desinformação a respeito de orgânicos, transgênicos, aditivos e conservantes, toda fonte confiável ajuda a estabilizar ânimos e definir expectativas.

  3. Social Commerce
    A conta é simples: a venda acontece onde o comprador está, e com os vendedores correndo para estarem sempre à disposição, nada mais normal que a venda acontecer onde o comprador habita. Frente ao tempo de tela em um e-commerce, site, rede social, ou aplicativo de mensagem, a tendência é que o comércio entre cada vez mais neste último. Com o Whatsaspp já planejando incorporar portfólio de produtos em sua versão business e o crescente número de vendas pelo Instagram. 

    Aliando isso à reestruturação dos espaços de Shopping para espaços de convivência - duas mudanças que convergem para um só significado. 

    O contexto do consumidor vale cada vez mais. Como protagonista de sua própria história, seus tempos de avaliação e aquisição têm levado mais o indivíduo em consideração. Compra de oportunidade ainda conta, mas esse processo é cada vez mais pessoal.

  4. Digitally Native Vertical Brand
    Digitally Native Vertical Brands, ou marcas que nascem no meio digital e percorrem o caminho da produção até o consumidor, eliminando intermediário e entregando uma experiência focada e íntima enquanto se mantém dona do produto que vende, têm grande projeção de crescimento. 

    Isso pode ser visto como um resgate de valores entre o produtor e o consumidor, em uma dinâmica onde as distâncias são digitais. No entanto, dependência da comunidade e repercussões negativas dentro de tal público aglutinado são os dois desafios de uma DNVB.

  5. Autoentendimento
    O varejo de rua começa a automatizar toda a experiência, incluindo o caixa. 
    Nesse caso, a tecnologia impõe desafios em duas frentes: prevenção de erros e curva de aprendizado. Entre os erros, risco de fraude é um dos que mais preocupa. Para o consumidor - acostumado a entender como um caixa de mercado funciona - é só uma questão de se habituar ao autoatendimento.

  6. Rumo o superaplicativo
    Os meios de pagamento estão se tornando cada vez mais práticos. Proximidade, mensagem, cobrança via link e até tokens se tornam formas de trocar valores. A consolidação dos meios é um reflexo do avanço e barateamento da tecnologia. A diferenciação virá pela integração, facilidade de uso, e amigabilidade com o consumidor. A tendência é que a carteira digital do consumidor vire um super aplicativo.




FONTE:

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

// Com Você Tudo Ficará Blue.

Clássico e Simples.

A Cor do Ano da PANTONE, que serve de inspiração para design no mundo inteiro, será em 2020 a "Classic Blue". E a Plataforma GoFlash mantém a tradição de adicionar à sua Personalização essa harmonização de cores para disponibilizar aos seus clientes.

"Um tom azul atemporal e resistente, Pantone Classic Blue 19-4052 é elegante em sua SIMPLICIDADE. Lembrando o céu noturno do entardecer, suas mensagens confiantes e empáticas de Pantone Classic Blue 19-4052 aumentam a nossa aspiração por uma base SÓLIDAe ESTÁVEL sobre a qual construir, enquanto adentramos uma nova era." - PANTONE

Solidez? Estabilidade? Simplicidade?
A Cor do Ano da PANTONE é como o GoFlash.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

// 7 Armadilhas Fatais

Em estruturas mais desenvolvidas cabe à área de Prevenção de Perdas, como segunda linha de defesa, apoiar as demais áreas de negócio, a investigação de fraudes corporativas. 


7 modalidades fraudulentas igualmente recorrentes:


1.Adaptação de PIN PAD (Personal Information Number – Peripheral Adapter Device).
PIN PAD trata-se da máquina utilizada para efetivação de transação com uso de número de identificação pessoal. Normalmente esse dispositivo é utilizado para informar uma senha numérica de forma a identificar o demandante da operação financeira em sistemas computacionais. Esses dispositivos podem ser seguros e confiáveis quando utilizam assinaturas digitais, contudo, já são conhecidas formas de se adaptar tecnicamente tais aparelhos e com isso desviar valores recebidos para contas de fraudadores.

Em paralelo, práticas menos complexas de fraudes neste sentido decorrem de conluios com funcionários de estabelecimentos varejistas que substituem o equipamento oficial da loja por outro, no caso, o do fraudador. Com isso, todos os pagamentos realizados naquela máquina com uso de cartão, seja na modalidade de crédito ou débito, passam a ser depositados diretamente na conta corrente vinculada ao aparelho, neste caso, a do fraudador.

2.Registro intencional de mercadorias com preço menor.
Fraude que pode ser praticada tanto por funcionários de lojas varejistas como clientes destas. Para esta ação, compreende-se dois cenários:

Funcionário que atua no Caixa:
Digitar o código de barras de outro produto de valor inferior ao passar determinado produto no PDV (Ponto de Vendas).
Afixar etiqueta de preço inferior em produto de valor superior e efetuar o registro indevido.
Funcionário de demais setores ou Cliente:
Afixar etiqueta de preços, trazida consigo ou de outro item da loja, sobre código de barras de produto de valor superior.
Informar incorretamente código de barras à Operadora de caixa que, intencionalmente ou não, fará o registro indevido.

3.Embalagens preparadas com produtos trocados no interior.
Nesta prática, quando atuando sozinho, o fraudador abre a embalagem original de dois ou mais produtos no interior da loja e os substitui. A embalagem de código menor será a entregue à Operadora do caixa.

Em uma possível situação de conluio, um funcionário pode substituir um produto por outro dentro de suas respectivas embalagens, no interior do depósito da loja ou em outra área interna, vedá-lo de forma a dissimular a abertura da embalagem e acondiciona-lo em uma prateleira. Um sinal (caneta, etiqueta ou outro) pode ser colocado na embalagem para que o fraudador responsável pela passagem no caixa identifique mais facilmente o pacote/caixa. Isto em um local já de conhecimento deste segundo indivíduo. Ou ainda mesmo entregar em mãos a caixa do produto alterado ao segundo agente caso seja o autor da troca do setor de vendas/atendimento.

4.Uso de cartão de crédito de clientes esquecido em loja.
Funcionários se utilizam de cartões esquecidos na loja de atuação e realizam compras indevidas, fisicamente quando existente a senha ou descartado o uso desta, ou ainda pela internet com uso da numeração do cartão e código de segurança existente atrás dele.

5.Consulta de preços no checkout ao invés de registro de mercadorias.
Nesta modalidade a Operadora de Caixa aciona uma funcionalidade de consulta de preços, quando esta encontra-se disponível, e simula o registro da mercadoria no PDV. O produto não é registrado e a(o) funcionária(o) encerra a compra para obter para si o valor adicional do produto ou mesmo entregá-lo ao cliente sem receber por ele.

6.Uso indevido de senha de líderes de frente de caixa por operadores de vendas.
Em grandes varejistas, em especial os de segmento supermercadista, de moda e Home Center, é comum o uso de senhas numéricas nos PDVs em operações controladas, tais como cessão de descontos de preços ou cancelamento de registros.

Contudo, Operadores de caixa visualizam quais são as combinações utilizadas pelos líderes, que se utilizam de digitação em um teclado simples.

Em outros casos, senhas são anotadas em agendas, cadernos ou em locais de fácil visualização, ou ainda, cedidas para suprir uma necessidade operacional, tal como ausências por folgas, faltas ou férias. Neste caso, o fraudador, em poder da senha, efetua cancelamentos de compras ou concede descontos elevados de preços com uso de uma senha que não é sua.

7-Fraudes na transferência de mercadorias.
As fraudes em transferências de mercadorias são diversificadas e pressupõem ausência de controles ou conluio para que sejam de fato efetivadas. As práticas seguem para:

Desvio de mercadorias que não chegam ao destino definido.
Transferência de mercadorias que chegam parcialmente, com desvios realizados no trajeto.
O carregamento de mercadorias em excesso, isto é, sem emissão de notas fiscais, produtos estes que são desviados no trajeto.
Retirada de mercadoria em loja por veículo de fraudador, que se apresenta como sendo enviado por transportadora que atende à loja/rede.
Simulações de assaltos a cargas obtidas para transferências, por meio de acordo entre motorista e fraudador.
A sua área de Prevenção de Perdas atua no processo de investigações de fraudes corporativas com eficiência?

Mitigue seus riscos. Fique atento!

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FONTE:
https://www.ibevar.org.br/7-tipos-de-fraudes-recorrentes-no-varejo-para-voce-ficar-atento/

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

// Design Thinking

Novos modelos de negócio estão surgindo rapidamente. Essa transformação em curso só é possível graças às novas estruturas organizacionais e plataformas tecnológicas.

Estes novos formatos têm no seu cerne o cliente e, a partir dele, tudo é repensado ou até mesmo construído. Modelos tradicionais não conseguem mais acompanhar o consumidor e a nova dinâmica de consumo:

  1. Tecnologia: sem tecnologia, como suporte de integração entre processos, sistemas, canais, logística, CRM, financeiro, “procurement”, não há Omnicanalidade! A tecnologia integrada é quem suporta os canais com visibilidade.

  2. Design: o design ao qual me refiro aqui é mais amplo e não somente formas e layouts… Além disso, como o serviço que presto ou produto que vendo são planejados, desenhados, arquitetados, pensados e criados em qualquer campo – modelo de negócio, fluxo de organização do trabalho, jornada do cliente, conformidades, logística, pós-venda ou recompra.

O design aqui deve ser entendido como o conjunto de métodos e processos para resolver problemas – o chamado Design Thinking.

Aplicando-se o Design Thinking nas estruturas, conseguimos imprimir resoluções completas com times multifuncionais, células rápidas atuando diretamente nos problemas e oportunidades para o negócio.

Exemplo Spotify

Data Science: algoritmos e business inteligence aplicada a conhecer o seu cliente! Por meio da coleta e análise dos dados do seu cliente, é possível adicionar valor para sua base. É mais caro conquistar novos clientes do que trabalhar a base de que já dispomos. A partir dos dados gerados, conseguimos até mesmo a automação com o passar do tempo, conquistando mais relevância, produtividade e acuracidade. Estabelece-se uma régua de relacionamento de longo prazo, aumentando significativamente o “time value” de cada cliente.

“Customer experience”: o último dos pilares, porém, de longe, o não menos importante é ser amado pelos nossos clientes!

Para tanto, entender profundamente quais são as necessidades essenciais do consumidor e quais inovações eles necessitam, considerando as capacidades “capabilities” – do negócio, poder desenvolver uma estratégia para buscar atender essas necessidades.

Isso se aproxima muito do que chamamos de “Shared Value” (valores compartilhados), elo forte entre ´necessidade de consumidores’, inovação, “assets” forças corporativas e estratégicas de negócio.


Cada vez mais, vejo que as empresas que estão liderando as transformações estão muito a frente da maioria nas questões de relacionamento humano.

Entenderam exatamente o contexto social que estão inseridas. Mais que isso, influenciam positivamente, apoiando a diversidade cultural, pessoas diferentes de extratos sociais díspares, tirando o melhor proveito da visão que a diversidade oferece. Vários ângulos para entender um consumidor multicultural.

Buscam construir times altamente capazes e diversificados, demonstrando que a criatividade e a inovação não são frutos de controle. Empoderam as pessoas para resolver problemas complexos e desafiam o “status quo” sempre!

A transformação, antes de ser digital, é humana, ou de genuíno entendimento do que as potencialidades humanas podem gerar para os negócios. As empresas que estão liderando essas transformações estão também liderando o capital humano.




quinta-feira, 21 de novembro de 2019

// Crise Para Quem?

Crise para quem?
Louis Vuitton e Dior têm vendas acima do esperado.

A economia na Europa ainda se recupera lentamente e há preocupação sobre o crescimento na China, mas o mercado de luxo segue mais aquecido do que nunca. A fabricante de produtos de luxo LVMH, dona de marcas como Louis Vuitton e Christian Dior, teve vendas acima do esperado na primeira metade de 2019, segundo resultados divulgados nesta semana.

As vendas gerais do grupo francês subiram 12%, e o faturamento foi de 25,1 bilhões de euros, 15% maior que no primeiro semestre de 2018. O lucro foi de 5,3 milhões de euros, alta de 14%.

A maior alta nas vendas veio dos produtos de moda e couro, que tiveram crescimento de 18% no faturamento, com 10,4 bilhões de euros, e 17% no lucro no primeiro semestre, com 3,2 bilhões de euros. Na Louis Vuitton, por exemplo, a LVMH afirma que a lucratividade “continua em níveis excepcionais”. Outros braços da LVMH, como bebidas e perfumes, também cresceram.

“A LVMH fez um excelente começo para o ano. Estes resultados mais uma vez ilustram a efetividade de nossa estratégia e a excepcional desejabilidade de nossas marcas, cujos produtos transcendem o tempo”, disse o presidente-executivo (CEO) e do conselho da LVMH, Bernard Arnault.

A LVMH é dona de 75 marcas de luxo, presentes em quase 5.000 lojas mundo afora. Além dos produtos de moda, outra categoria que mais aumentou o lucro foi o varejo de lojas de luxo, com a rede de lojas de maquiagens Sephora ganhando participação em todos os mais de 30 mercados em que atua, incluindo o Brasil, segundo a LVMH. O lucro da categoria cresceu 17% em 2019, chegando a 714 milhões de euros, e o faturamento foi de 7 bilhões de euros, alta de 8%.

Crescimento na China

A China se consolidou neste ano como segundo maior país em vendas dos produtos da LVMH. Segunda maior economia do mundo, a China vem puxando o crescimento de produtos de luxo nos últimos anos e já tem um terço desse mercado, segundo a consultoria Bain&Co. As vendas de produtos de luxo na China cresceram 20% no ano passado.

O mercado de produtos de luxo vale 1,2 trilhão de euros no mundo, segundo a Bain&Co. Os produtos de luxo pessoais, categoria dos produtos da LVMH, bateu recorde em 2017, segundo os últimos dados disponíveis, atingindo 260 bilhões de euros.

O maior mercado dos produtos de moda da empresa fica justamente na Ásia, que responde por 40% das vendas. Em seguida vêm Europa, com 26% (9% na França, sua terra natal, que apresentou recuperação nas vendas neste ano), e Estados Unidos, com 23%. A empresa não especifica quanto das vendas vieram de outros mercados específicos, como o Brasil.

Terceiro mais rico do mundo

A boa fase do grupo LVMH em 2019 fez Bernard Arnault chegar a tornar-se o segundo homem mais rico do mundo e ultrapassar Bill Gates, fundador da empresa de tecnologia Microsoft, no último dia 19 de julho. Atualmente, Arnault é o terceiro homem mais rico do planeta, à frente do mega investidor Warren Buffett, dono do fundo Berkshire Hathaway.

Com 47,17% das ações do LVMH (e mais de 60% dos direitos de voto), o patrimônio de Arnault é de atualmente 105 bilhões de dólares, ante quase 83 bilhões de dólares de Warren Buffett.

Entre as dez pessoas mais ricas do mundo, o francês foi o que mais ganhou dinheiro nos últimos 12 meses — à frente do presidente e fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, que adicionou 25 bilhões de dólares a seu patrimônio. Sua fortuna teve adição de 36 bilhões de dólares desde julho do ano passado, segundo índice da agência Bloomberg.

Arnault também é o único entre os dez mais ricos a ter feito sua fortuna no mercado de bens de consumo. Com exceção dele e do dono da varejista Zara (enquadrada na categoria de varejo), o espanhol Amancio Ortega, dominam os empresários de indústria e tecnologia.

Arnault assumiu o LVMH na década de 1980 quando o grupo ainda se chamava Boussac e estava à beira da falência, tendo sido comprado pelo governo francês. No processo de reestruturar o grupo, Arnault demitiu milhares de trabalhadores, reformulou a Dior, até então principal marca, para que fosse responsável por toda a produção (antes, as licenças eram concedidas a parceiros).

Formado em engenharia e de uma família rica da França, o empresário não tinha experiência com moda até então — mas aprendeu rápido.


FONTE:
https://exame.abril.com.br/negocios/crise-para-quem-louis-vuitton-e-dior-tem-vendas-acima-do-esperado/