quinta-feira, 2 de abril de 2020

// Vendendo e Aprendendo

O que o isolamento social pode ensinar ao varejo?

O varejo, que seguia otimista desde o último maior evento de compras, o Natal, foi surpreendido com a chegada do Coronavírus no Brasil. Num momento em que imaginávamos que o setor ganhava tração após duros dias de recessão, o Covid-19 chegou como um tsunami. Diante deste cenário, cabe a todos uma adaptação para este momento, que vislumbramos cessar o quanto antes.

E, como em qualquer crise, certamente estamos aprendemos várias lições, tanto no quesito de novos modelos de trabalho, quanto em relação aos canais de venda. Muitos deles, aliás, embora necessários e importantes, acabam não saindo da gaveta.

Nesta hora, quem estava preparado, certamente terá um impacto menor. Num mundo cada vez mais digital, quantos empreendedores planejavam iniciar as operações no e-commerce ou mesmo criar ou potencializar as estratégias de venda digital nas redes sociais ou market places?

No varejo de calçados e roupas, por exemplo, sabemos que as grandes redes físicas já estão no e-commerce e hoje buscam potencializar o alcance da venda digital. Portanto, no momento, cabe a elas encontrar formas de manter o tráfego no site, criar mecanismos para estimular a compra e garantir que os produtos sejam entregues. Ou seja, embora com as portas de suas lojas físicas fechadas, as vendas continuam acontecendo, ainda que em um ritmo menor.

De acordo com a recente pesquisa da NZN Intelligence, 71% das pessoas entrevistadas apontam que pretendem aumentar o volume de compras online a partir de agora. Alguns consumidores se forçaram a comprar pelo e-commerce por não poder sair de casa, e isso significa uma quebra de paradigmas e novas experiências que tendem a gerar novos hábitos de consumo.

Uma dúvida antiga fica mais evidente neste momento: por que apenas as grandes organizações estão adiantadas na sua transformação digital? Em resumo, o maior desafio das empresas está em operacionalizar a venda no digital, pois trata-se de um modelo de negócio diferente da loja física, mas que complementa o relacionamento com os clientes e potenciais consumidores da marca.

Existe tecnologia para uma operação online disponível para todos os portes de empresa e o primeiro passo para o projeto sair do papel é fazer um planejamento baseado em três pilares: pessoas, processos e tecnologia, que devem ser alinhados à estratégia de venda por um ou mais novos canais. Além disso, é preciso considerar os investimentos para essa operação, que também irão variar de acordo com os objetivos de cada empresa.

Levando em conta que o maior desafio da ida do varejo ao e-commerce está dentro de casa, é a hora de repensar um novo modelo e considerar que, além de estarem cada vez mais exigentes, os clientes buscam por experiências em canais integrados. E o digital é um forte aliado para conversão de vendas em lojas físicas.

Pós quarentena, os consumidores devem mudar sua maneira de comprar. Ninguém vai deixar de visitar lojas, ir aos shoppings e fazer suas compras. Porém, a experiência da compra online tende a crescer.

Não esperávamos ser surpreendidos tão negativamente em nossos negócios. O que temos passado nos últimos dias serve como uma grande lição: novos modelos de relação comercial devem ser pensados e todas os canais e formas de venda devem ser vistos como uma loja física.

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FONTE:
https://www.istoedinheiro.com.br/o-que-o-isolamento-social-pode-ensinar-ao-varejo/

quinta-feira, 26 de março de 2020

// Sempre Ao Seu Lado

Estando atentos à repercussão sobre a pandemia do Novo Coronavírus (COVID-19) no Brasil e no resto do mundo, a B2U Sistemas tomou todas as providências e recomendações que podem colaborar com o enfrentamento da doença.

Sendo uma empresa moderna, nossos Colaboradores foram alocados para trabalho remoto (home office) com todo o suporte de nossa infraestrutura à disposição deles para manter nossas atividades operando da maneira mais fluida e normais possíveis colaborando ao mesmo tempo com a recomendação da OMS de "Distância Social" muito antes de ser definida pelo Governo de São Paulo.

Naturalmente, mesmo com horário reduzido o atendimento e suporte não podem parar. Contudo, qualquer dúvida todos podem entrar em nossos canais de comunicação e redes sociais para informações mais completas. Fique ligado em nossas atualizações!

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B2U Sistemas, simplificando o complicado.


quinta-feira, 19 de março de 2020

// Tecnologia Em Tempos de Pandemia

Sem poder ir a shoppings ou a lojas de rua por causa da pandemia do coronavírus, consumidores estão se voltando ao comércio eletrônico. Para lidar com o aumento da demanda, e ainda proteger funcionários e entregadores, empresas ajustam operações.

A startup Eu Entrego, que conecta entregadores autônomos a empresas, viu um aumento de cinco vezes nos pedidos de supermercados e mercearias. O restante das categorias se manteve estável, de acordo com a empresa. “Como trabalhamos com motoristas autônomos, temos escalabilidade para atender a essa demanda”, diz Vinicius Pessin, cofundador e presidente da Eu Entrego. São cerca de 80.000 entregadores cadastrados.

Já no gigante de marketplace Mercado Livre, as categorias de saúde, cuidado pessoal e alimentos e bebidas registraram crescimento de 15% quando comparado ao mês todo de fevereiro deste ano. Na comparação com a primeira quinzena de março do ano passado, o crescimento foi de 65%.

O Mercado Livre atribui esse crescimento ao cenário atual de combate ao contágio do coronavírus, considerando que produtos como máscaras protetoras e álcool em gel e de primeiras necessidades (alimentos, papel higiênico, fraldas etc.) fazem parte dessas categorias.

A OnTime Log, empresa de logística, também enxerga aumento no consumo de algumas categorias de produtos de primeira necessidade, como os de mercearia e farmácia. “As pessoas estão antecipando o consumo e estocando certos itens, o que deve se estabilizar nas próximas semanas”, diz Carlos Figueiredo, diretor-presidente.

Varejo físico

As lojas físicas sofrem com a pandemia. Na segunda-feira, primeiro dia de isolamento voluntário, o fluxo de visitantes caiu 27,1% em relação às demais segundas-feiras de 2020. Na data, as lojas de rua viram queda de 12,74% nas visitas, mas o maior impacto foi nas lojas de shopping, com 43% a menos de consumidores.

Na comparação com a mesma data do ano passado, o recuo no varejo físico foi de 7,7%, segundo estudo feito pela empresa de coleta e análise de dados do varejo Seed Digital. O fluxo de visitantes já vinha caindo há uma semana no varejo físico, de acordo com a empresa.

“A tendência é que essas quedas se acentuem nos próximos dias, pois mais pessoas permanecem em casa. Por outro lado, o tíquete médio das lojas pode aumentar, uma vez que consumidores estão estocando produtos”, diz Sidnei Raulino, CEO da Seed Digital, em comunicado.

Embora preocupante, a crise pode ser uma oportunidade para que varejistas ajustem as operações de comércio eletrônico.

Supermercados tradicionalmente têm uma participação baixa de vendas pelo comércio eletrônico, de cerca de 4%. Agora essa participação tende a crescer. “Passado esse momento, deve haver um legado para as varejistas de uma nova leva de consumidores, que está testando o modelo do comércio eletrônico e gostando”, diz Pessin, da Eu Entrego.

Com o aumento da demanda no e-commerce, a tendência é que os prazos de entrega fiquem mais longos. Assim, se o envio de compras online a partir das lojas físicas já era uma tendência forte no comércio eletrônico, com a pandemia pode se acentuar, acredita ele.

Cuidados na logística

Nos Estados Unidos, o aumento no comércio eletrônico levou o gigante do setor, a Amazon, a contratar mais 100.000 funcionários para dar conta da demanda. No entanto, os empregados estão denunciando que o ritmo de trabalho, que já era intenso, ficou ainda mais excessivo, segundo o The Guardian.

Por aqui, empresas de comércio eletrônico estão buscando alternativas e medidas de segurança na logística, como disponibilizar o álcool em gel para os funcionários e aumentar a limpeza nas áreas de trabalho e nos centros de distribuição.

O Mercado Livre irá contratar mais funcionários para lidar com a demanda. “Nosso planejamento prevê antecipar para um prazo imediato a curva de contratação prevista para três meses”, diz Leandro Bassoi, vice-presidente do Mercado Envios para a América Latina, em entrevista por e-mail. Para minimizar o risco de contágio, a empresa aumentou a divisão entre os grupos de trabalho para reduzir o contato entre as pessoas.

Em relação aos entregadores, eliminou a necessidade da assinatura do cliente no celular do entregador ao receber a encomenda. “Com isso, evitamos o contato que cada entregador faz com até 150 pessoas todos os dias”, diz Bassoi.

Na Eu Entrego, os motoristas e entregadores autônomos que precisarem deixar de trabalhar ao apresentarem sintomas da doença continuarão a receber uma remuneração na média do que recebiam antes.

Nas áreas administrativas de diversas empresas do setor, muitos funcionários estão trabalhando remotamente. A OnTime alterou os turnos de trabalho para diminuir a concentração no escritório e restringiu pela metade a ocupação máxima no refeitório e nas salas de convivência.

FONTE:
https://exame.abril.com.br/negocios/coronavirus-compras-online-crescem-e-empresas-adaptam-operacoes-e-entrega/


quinta-feira, 12 de março de 2020

// Sobre o Coronavírus e o Varejo

A incerteza econômica provocada pelo coronavírus tornou a perspectiva de diversos setores da economia nebulosa. Isso inclui o varejo, que está na linha de fogo se essa doença global forçar os consumidores a ficar em casa e conter seus gastos.


Mas nem todos os varejistas estão enfrentando os mesmos riscos: embora a expectativa seja que a indústria de brinquedos dos EUA seja a mais atingida, já que mais de 85% dos seus produtos são provenientes da China, alguns grandes varejistas focados em alimentos devem escapar do pior dessa crise.

E o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) entrou ontem em cena para tentar limitar a extensão dos danos, implementando um corte de juros emergencial para prevenir uma recessão global, na medida em que o vírus continua deprimindo a atividade econômica na China e no resto do mundo.

De acordo com analistas, o setor de varejo nos EUA será afetado tanto por problemas de demanda quanto de cadeia de fornecimento, à medida que o vírus se espalha por mais estados. Analistas da Cowen escreveram em nota o seguinte, nesta semana:

“A queda na confiança do consumidor, a probabilidade de fortes declínios no tráfego do varejo e os fechamentos temporários de lojas são fatores de risco crescentes, que dependem de variáveis incertas, como a disseminação geográfica do vírus e o timing das soluções de contenção/erradicação.”

Uma luz no fim do túnel

Embora a situação continue bastante fluida, enquanto os economistas tentam entender o dano que essa doença pode causar nos próximos dias e semanas, a agressiva reposta monetária do Fed parece ser uma luz no fim do túnel para os varejistas.

O banco central americano cortou sua taxa referencial de juros em 50 pontos-base ontem para ajudar as empresas e consumidores a enfrentar os impactos do vírus na economia dos EUA.

O afrouxamento das condições monetárias da última década alimentou uma explosão sem precedentes nos gastos no varejo, ajudando as empresas a aumentar sua lucratividade.

Ainda que não imediatamente, os cortes de juros serão positivos para as ações de varejo, principalmente para os supermercados e grandes redes de loja, como o Walmart, a Target e a Home Depot, que estão mais bem posicionados para enfrentar o choque econômico do que players menores.

Observando os preços de suas ações desde a disseminação do coronavírus, está bastante óbvio que essas empresas estão tendo um desempenho melhor do que o mercado mais amplo e alguns investidores estão se refugiando nelas.

Os papéis do Walmart e da Costco Wholesale (COST), por exemplo, estão apresentando uma performance melhor nessa queda do que outros varejistas. Eles se valorizaram 1% e 2% respectivamente no último mês, quando o S&P 500 caiu cerca de 5%.

Os varejistas que não devem se sair bem nessa crise de saúde são aqueles que se concentram em roupas e não vendem alimentos. Uma disseminação generalizada do coronavírus também afeta a demanda de cadeias de lojas de departamento, como Kohls (NYSE:KSS) e Nordstrom.

As ações dos grandes varejistas dos EUA, incluindo o Walmart, são consideradas defensivas, pois essas empresas se recuperam rapidamente após um choque inicial, graças à natureza dos seus negócios.

A grande rede de lojas do Walmart, seu enorme poder de pressionar seus fornecedores e a aceleração das vendas online fazem jus ao seu status de porto seguro.

Um fator que favorece esse varejista em relação aos demais são suas fortes vendas de alimentos. Isso o isola melhor dos distúrbios relacionados ao coronavírus do que muitos concorrentes, pois os alimentos são provenientes da América do Norte, em sua maior parte.

Com essa forte posição de mercado, o mais importante para os investidores é a capacidade da empresa de gerar caixa regularmente. O Walmart possui um excelente histórico nessa área também.

Desde que começou a distribuir dividendos em março de 1974, o Walmart elevou seus proventos todos os anos e agora oferece um dividendo anual de US$ 2,16 para um rendimento de 1,86%.

Resumo

É difícil imaginar que as ações de varejo não sentirão o impacto da rápida disseminação do coronavírus nos EUA. Os consumidores certamente reduzirão suas visitas às lojas e seus gastos também, caso haja uma desaceleração econômica.

Mas grandes supermercados, como o Walmart e a Costco, oferecem um sólido potencial de receita e uma boa proteção caso a economia desacelere ou entre em recessão.

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FONTE:
https://www.moneytimes.com.br/coronavirus-ameaca-varejo-mas-algumas-acoes-do-setor-sao-mais-seguras/


quinta-feira, 5 de março de 2020

// A Jornada Não é Só do Usuário


 Você já parou para pensar como chega na tela do seu celular aquela sugestão de compra de um produto que você acabou de pesquisar? Ou quando você chega de viagem e logo vem aquela sugestão do restaurante ou comida que você gosta?


Na era do comércio digital, varejistas de quase todos os segmentos já perceberam que conquistar os consumidores tornou-se uma tarefa extremamente complexa e fragmentada. Isso porque, mesmo com as formas de contato se multiplicando diariamente, os clientes agora exigem uma experiência totalmente consistente e integrada, demandando uma alta expectativa para todas as frentes de contato, incluindo comércio eletrônico, compras por mobile e lojas físicas. Eles esperam que as marcas forneçam experiências excepcionais e que facilitem a pesquisa e compra dos itens de que precisam, independentemente do canal. Devido a esse novo cenário, é fundamental que as maras tenham acesso informações precisas e completas de clientes e produtos se desejarem alcançar a liderança de mercado e bons resultados financeiros com as vendas.

Isso cria uma extensa carga de dados, uma vez que reunir informações ricas sobre todos os produtos se torna um processo difícil, extenso e de várias etapas. Além da maior carga de dados, no entanto, há ainda a demanda por atender regulamentos cada vez maiores, que variam de acordo com a região e exigem uma conformidade estrita de informações sobre os itens e serviços.

Uma das soluções mais inovadoras disponíveis atualmente é o PDS (sigla em inglês para Product Data Syndication), solução que permite aos varejistas coletarem informações personalizadas e com maior facilidade sobre seus fornecedores e, ao mesmo tempo, distribuir os controles de dados necessários. Esse sistema automatiza processos de agrupamento dos dados e equipa os fornecedores com uma maneira eficiente de trocar informações com varejistas e distribuidores para produtos exclusivos, consistentes e de alta qualidade.

As carcas precisam reunir muito conteúdo estruturado para suas categorias de produtos para que os consumidores possam encontrar, visualizar, pesquisar, comparar e comprar com facilidade em todos os seus canais. Os clientes desejam os produtos mais recentes de seu revendedor preferido, logo, não se trata mais de sacrificar a qualidade dos dados por velocidade: os dois são necessários. No mais, você, como varejista, precisa fornecer a mais ampla variedade de produtos, com informações ricas, facilmente comparáveis e corretas.

O problema, porém, envolve a coleta consistente de dados diferentes de inúmeros fornecedores para cada categoria. Fornecedores de soluções ofereceram algumas maneiras de fazer isso, incluindo depósitos de dados.

Seguem abaixo em mais detalhes:


  • Conjuntos de dados fornecem acesso a informações padronizadas. A desvantagem dessa abordagem é que o mesmo conteúdo é disponibilizado para vários varejistas. Isso significa que seus concorrentes podem disponibilizar as mesmas informações em seus sites, reduzindo assim sua singularidade e afetando sua posição em rankings de pesquisa. O conteúdo de um depósito de dados não será organizado de acordo com a maneira como a sua marca se comunica e não incluirá nenhum atributo especializado ou conteúdo personalizado específico para sua experiência com o digital ou loja física. Além disso, a qualidade geralmente é baixa
  • Os portais de fornecedores permitem a eles oferecer o conteúdo necessário. No entanto, suas equipes internas precisam executar muito trabalho adicional para manter e administrar essa infraestrutura, garantindo assim que os dados sejam consistentes, atendam aos requisitos e sejam entregues on-line ou na loja no formato adequado. Isso também requer tempo e recursos significativos.
  • Alguns varejistas também entregam planilhas aos fornecedores, mas esse é um processo manual e trabalhoso para o fornecedor. A inserção manual de dados pode quebrar modelos e as ações de copiar e colar normalmente levam a dados imprecisos ou descuido pelos gerentes de produto.
  • Os varejistas também podem usar fornecedores de serviços de conteúdo, mas essa abordagem é não é ideal pelo fato de utilizar um terceiro como intermediário, este remove o relacionamento direto com seu fornecedor. Como resultado, a qualidade dos dados geralmente está incompleta ou desatualizada. Além disso, os custos geralmente são altos.

Ao invés disso, o que os varejistas precisam é de um processo rápido e eficiente que agilize a coleta de conteúdo dos fornecedores, oferecendo-lhes a liberdade e a facilidade de usar suas próprias planilhas ou API para prover dados. Eles precisam de um meio para que os fornecedores capturem instantaneamente erros e apague esses dados antes que as informações do produto sejam entregues às equipes de comerciantes de um varejista. Os varejistas também devem ter a capacidade de compartilhar requisitos de dados sem esforço e simplificar o carregamento de dados específicos por categoria de fornecedor, visualizar sua posição no processo de integração, além de permitir que os fornecedores contemplem o feedback de equipes do merchandising, marketing e comércio eletrônico do varejista.

O PDS é uma plataforma otimizada baseada em Nuvem para troca de dados que cria e mantém informações sobre o produto, incluindo suas especificações, cópia, imagem e dados da cadeia de suprimentos para seu uso em todos os pontos de compra. Isso permite que os varejistas forneçam uma maneira superior e com um esforço extremamente baixo para seus fornecedores enviarem dados valiosos do produto, necessários para criar experiências excepcionais on-line e na loja.

A plataforma permite que os fornecedores troquem dados do produto com os varejistas no formato de que desejam. Eles podem atribuir e fazer upload de produtos aos canais, validar os dados quanto à sua especificidade, adaptá-los e prepará-los para a entrega aos varejistas.

O PDS fornece uma troca direta e transparente de informações entre varejistas e fornecedores. Se um varejista alterar estruturas de dados, atributos ou validações, essas alterações serão refletidas automaticamente na plataforma. Além disso, o PDS fornece uma API que permite o aumento de dados através de fontes terciárias, como BrandBank, Kwikee e 1WorldSync.

Os varejistas podem aprimorar o uso dessas fontes pré-carregando os números de item de comércio global (GTINS) e injetando imediatamente os dados de terceiros no minuto em que um GTIN é configurado por um fornecedor e identificado pela plataforma PDS. Isso acelera o processo de configuração do item, reduzindo o tempo necessário para o fornecedor prover os dados do produto ao varejista uma vez que os dados foram preenchidos previamente.

Os principais varejistas sabem que o conteúdo de seus produtos é um ativo que melhora diretamente as experiências dos clientes. Em vez de depender de uma infinidade de processos manuais e custosos que exigem inúmeras etapas e recursos, os varejistas hoje têm uma escolha melhor.

Plataformas PDS de distribuição de dados de produtos permitem maior controle, maximiza a eficiência e a precisão da troca de dados, minimizando os esforços das equipes porque todas as atividades passam a ser automatizadas. Uma variedade mais extensa de produtos pode ser obtida e descrita de uma maneira mais eficaz, utilizando menos recursos e a um menor custo. O resultado é uma experiência de compra superior para os clientes, o que melhora as conversões, aumenta o tráfego de consumidores e gera crescimento de receita. As principais marcas mundiais já estão investindo em tecnologia para mudar os resultados dos seus negócios. Resta saber quando o Brasil vai seguir o modelo internacional e parar definitivamente de controlar estoques e tabelas de produtos com planilhas manuais.


FONTE:

https://www.falandodevarejo.com/2020/02/as-novas-experiencias-digitais-do-varejo.html

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

// Seja a Sua Melhor Versão

Na indústria da moda há discussões aprofundadas sobre sustentabilidade, consumo consciente e inovação, entre outros temas, porém, faz-se cada vez mais importante a conscientização às condições de trabalho na cadeia produtiva de confecção e calçados.

Promotora do diálogo entre os diversos elos que compõem o setor, a ABVTEX e as mais de 100 varejistas associadas – do varejo de moda nacionais e internacionais – atuam fortemente na formalização do trabalho com o Programa ABVTEX, considerado o maior esforço setorial da cadeia de valor da moda no Brasil em prol da responsabilidade social, do compliance e na promoção do trabalho digno, combatendo o uso de trabalho análogo ao escravo, infantil e estrangeiro irregular por fabricantes e seus subcontratados.

No balanço anual, os resultados do Programa ABVTEX apresentam números expressivos. Em dezembro de 2019, foram contabilizados 335.394 trabalhadores diretamente impactados pelo Programa, com seus direitos garantidos e atuando em condições de saúde e segurança adequadas. Os trabalhadores beneficiados pelo Programa representam mais de 60% das cerca de 540 mil pessoas ocupadas atualmente na indústria de vestuário. São oriundos das 3.685 empresas aprovadas no ano passado, localizadas em 618 munícipios, em 18 estados brasileiros.

Desde o lançamento, em 2010, o Programa já realizou 36.688 auditorias na cadeia de fornecimento nacional. “O Programa ABVTEX prevê auditorias de monitoramento na cadeia produtiva em prol das melhores práticas e respeito à legislação nos aspectos sociais e ambientais. As varejistas signatárias comprometem-se a somente adquirir produtos de empresas aprovadas pelo Programa”, afirma Edmundo Lima, diretor executivo da ABVTEX.

O mês de dezembro é sempre um dos melhores para pequenos e grandes empreendedores e as vendas de Natal e fim de ano costumam dar uma boa aquecida na economia do país.

Mais do que os números de auditorias e empresas certificadas, a importância do Programa ABVTEX se revela no alto índice de favorabilidade dos fornecedores, dos quais 89% indicariam o Programa a outra empresa do setor, segundo a pesquisa realizada no segundo semestre de 2019. “O impacto positivo do Programa é evidente e amplamente reconhecido pelo mercado”, declara Lima.

Do ponto de vista das confecções e oficinas certificadas, o Programa promove, segundo pesquisa realizada pela ABVTEX, a mitigação de riscos de passivos trabalhistas; melhoria no ambiente de trabalho e redução de acidentes, o que diminui o absenteísmo; e maior motivação e retenção de trabalhadores.

A iniciativa da ABVTEX vem criando um novo ambiente nos aspectos de sustentabilidade e responsabilidade social entre o varejo e seus fornecedores, em benefício de toda a cadeia formada pelas redes de varejo, fornecedores e um consumidor cada vez mais consciente e preocupado com a forma com que são produzidas as peças de roupa e calçados que utiliza.

FONTE:
https://www.mercadoeconsumo.com.br/2020/01/30/varejo-de-moda-avancos-no-setor-em-prol-das-melhores-praticas/

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

// Saiba Mais Para Atender Melhor

As tecnologias em lojas físicas permitem que o varejo se apresente como um hub de captação de dados que pode servir a outras indústrias.

A cada movimento do seu mouse dentro do e-commerce, os especialistas conseguem ter ideia sobre o que você procura e até mesmo o que você despreza. O que é mera navegação para o usuário, é uma rica fonte de dados para as empresas e, por isso, é cada vez mais fácil conhecer o comportamento do consumidor no varejo on-line.

A loja física segue caminho parecido. As novas tecnologias têm permitido às lojas físicas serem verdadeiros hubs de captação de dados que vão fornecer informações estratégicas não só para aquele varejista, em específico, mas para outras empresas.

Varejo como serviço

O Magazine Luiza, por exemplo, tem se consagrado como empresa focada no varejo de serviço. Ou seja, vende serviços de inteligência sobre consumo para empresas deste e de outros setores.

Como ela faz isso? A grande movimentação de clientes em suas lojas físicas permite que a empresa tenha um vasto banco de dados que, atrelado aos dados no aplicativo e no portal, constrói um mundo de informações estruturadas sobre o comportamento de compra.

Se antes a internet era a produtora de informações e insights para o varejo como um todo, hoje, a loja física também oferece soluções para operações online. Em um mundo onde o cliente é fluído, navega do fixo para o digital e vice-versa, as lojas não podem se comportar de maneira diferente se quiserem andar lado a lado com esse novo consumidor. As seis dicas para captação de dados são:

Tecnologias para Captação de Dados 


1.Especificação dos produtos
Na China, o uso de QR Code é frequente. O supermercado Hema, maior rede do país, usa a tecnologia para escanear códigos QR nos produtos para mostrar mais informações. Aqui, a rede Pão de Açúcar também oferece esse tipo de categoria na loja da sua sede, na região do Ibirapuera.

O QRCode pode ser utilizado para dar mais informações ao consumidor sobre os valores nutricionais do produto. Por outro lado, o grupo de varejo consegue ter em seus dados quais produtos as pessoas estão consultando.

2.Classificações
Nos Estados Unidos, a Amazon criou a Amazon 4-Star, que reproduz a experiência do site da companhia no mundo real. Classificações de produto que os consumidores dão na internet vão parar na etiqueta do produto na loja física. O caminho inverso também acontece, com a 4-Star classificando os produtos conforme a avaliação dos consumidores na loja física.

3.Identificação de atritos
Esse tipo de consulta é feita de maneira ainda mais automatizado pela Amazon Go, também nos Estados Unidos.

Lá, a loja consegue identificar quais produtos estão sendo pegos e colocados de volta na prateleira. Através de sensores, isso dá ao varejista uma ideia sobre o momento da recusa de cada produto. Se o consumidor pega na mão e coloca de volta, algo relacionado à informação da embalagem está desagradando.

4.Compra super rápida (com experimentação)
Em 2018, a Nike abriu uma loja de seis andares em Nova York, batizada de ‘Nike House of Innovation 000‘. Em um desses andares está o ‘Speed Shop’, que permite aos clientes reservem sapatos on-line para experimentar na loja.

Os clientes podem passar direto pelos outros andares e irem direto a esse, com a finalidade de ser uma venda expressa, quase tão rápida quanto as da internet. A Nike sabe que tem produtos que os clientes gostam de tocar antes de comprar e resolveu juntar a experiência da loja física com a agilidade do checkout do online.

O pagamento pode ser feito pelo smartphone ou por totem.

5.Localização
Identificar as áreas nobres de uma loja era algo só possível de realizar por métodos empíricos, ou seja, demonstrar que o tempo e a experiência dissessem onde cada produto rendia melhor. As tecnologias de beacon e wireless deixaram esse conhecimento científico. Esses aparelhos, que se conectam aos smartphones, são capazes de identificar por onde os consumidores trafegaram durante a sua compra e criam um mapa de calor em cima das experiências de compra do consumidor.

Com o tempo, as lojas físicas vão se tornando tão ricas em dados quanto um ambiente virtual.

6.Identificação do público-alvo
Esse processo de captação de dados de comportamento, dentro da loja, está sendo aperfeiçoado.

As câmeras surgem para substituir os pontos de Wi-Fi e os beacons, somando mais exatidão à identificação da experiência de compra. As novas tecnologias de imagem permitem identificar até mesmo idade e sexo dos consumidores por meio do machine learning, o que traz mais especificidades ao estudo do comportamento de compra.

No futuro, quem sabe, as câmeras do supermercado poderão identificar até o humor dos clientes. Esse tipo de tecnologia já existe, mas ainda é muito imprecisa para ser usada em escala.