quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

// Seja a Sua Melhor Versão

Na indústria da moda há discussões aprofundadas sobre sustentabilidade, consumo consciente e inovação, entre outros temas, porém, faz-se cada vez mais importante a conscientização às condições de trabalho na cadeia produtiva de confecção e calçados.

Promotora do diálogo entre os diversos elos que compõem o setor, a ABVTEX e as mais de 100 varejistas associadas – do varejo de moda nacionais e internacionais – atuam fortemente na formalização do trabalho com o Programa ABVTEX, considerado o maior esforço setorial da cadeia de valor da moda no Brasil em prol da responsabilidade social, do compliance e na promoção do trabalho digno, combatendo o uso de trabalho análogo ao escravo, infantil e estrangeiro irregular por fabricantes e seus subcontratados.

No balanço anual, os resultados do Programa ABVTEX apresentam números expressivos. Em dezembro de 2019, foram contabilizados 335.394 trabalhadores diretamente impactados pelo Programa, com seus direitos garantidos e atuando em condições de saúde e segurança adequadas. Os trabalhadores beneficiados pelo Programa representam mais de 60% das cerca de 540 mil pessoas ocupadas atualmente na indústria de vestuário. São oriundos das 3.685 empresas aprovadas no ano passado, localizadas em 618 munícipios, em 18 estados brasileiros.

Desde o lançamento, em 2010, o Programa já realizou 36.688 auditorias na cadeia de fornecimento nacional. “O Programa ABVTEX prevê auditorias de monitoramento na cadeia produtiva em prol das melhores práticas e respeito à legislação nos aspectos sociais e ambientais. As varejistas signatárias comprometem-se a somente adquirir produtos de empresas aprovadas pelo Programa”, afirma Edmundo Lima, diretor executivo da ABVTEX.

O mês de dezembro é sempre um dos melhores para pequenos e grandes empreendedores e as vendas de Natal e fim de ano costumam dar uma boa aquecida na economia do país.

Mais do que os números de auditorias e empresas certificadas, a importância do Programa ABVTEX se revela no alto índice de favorabilidade dos fornecedores, dos quais 89% indicariam o Programa a outra empresa do setor, segundo a pesquisa realizada no segundo semestre de 2019. “O impacto positivo do Programa é evidente e amplamente reconhecido pelo mercado”, declara Lima.

Do ponto de vista das confecções e oficinas certificadas, o Programa promove, segundo pesquisa realizada pela ABVTEX, a mitigação de riscos de passivos trabalhistas; melhoria no ambiente de trabalho e redução de acidentes, o que diminui o absenteísmo; e maior motivação e retenção de trabalhadores.

A iniciativa da ABVTEX vem criando um novo ambiente nos aspectos de sustentabilidade e responsabilidade social entre o varejo e seus fornecedores, em benefício de toda a cadeia formada pelas redes de varejo, fornecedores e um consumidor cada vez mais consciente e preocupado com a forma com que são produzidas as peças de roupa e calçados que utiliza.

FONTE:
https://www.mercadoeconsumo.com.br/2020/01/30/varejo-de-moda-avancos-no-setor-em-prol-das-melhores-praticas/

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

// Saiba Mais Para Atender Melhor

As tecnologias em lojas físicas permitem que o varejo se apresente como um hub de captação de dados que pode servir a outras indústrias.

A cada movimento do seu mouse dentro do e-commerce, os especialistas conseguem ter ideia sobre o que você procura e até mesmo o que você despreza. O que é mera navegação para o usuário, é uma rica fonte de dados para as empresas e, por isso, é cada vez mais fácil conhecer o comportamento do consumidor no varejo on-line.

A loja física segue caminho parecido. As novas tecnologias têm permitido às lojas físicas serem verdadeiros hubs de captação de dados que vão fornecer informações estratégicas não só para aquele varejista, em específico, mas para outras empresas.

Varejo como serviço

O Magazine Luiza, por exemplo, tem se consagrado como empresa focada no varejo de serviço. Ou seja, vende serviços de inteligência sobre consumo para empresas deste e de outros setores.

Como ela faz isso? A grande movimentação de clientes em suas lojas físicas permite que a empresa tenha um vasto banco de dados que, atrelado aos dados no aplicativo e no portal, constrói um mundo de informações estruturadas sobre o comportamento de compra.

Se antes a internet era a produtora de informações e insights para o varejo como um todo, hoje, a loja física também oferece soluções para operações online. Em um mundo onde o cliente é fluído, navega do fixo para o digital e vice-versa, as lojas não podem se comportar de maneira diferente se quiserem andar lado a lado com esse novo consumidor. As seis dicas para captação de dados são:

Tecnologias para Captação de Dados 


1.Especificação dos produtos
Na China, o uso de QR Code é frequente. O supermercado Hema, maior rede do país, usa a tecnologia para escanear códigos QR nos produtos para mostrar mais informações. Aqui, a rede Pão de Açúcar também oferece esse tipo de categoria na loja da sua sede, na região do Ibirapuera.

O QRCode pode ser utilizado para dar mais informações ao consumidor sobre os valores nutricionais do produto. Por outro lado, o grupo de varejo consegue ter em seus dados quais produtos as pessoas estão consultando.

2.Classificações
Nos Estados Unidos, a Amazon criou a Amazon 4-Star, que reproduz a experiência do site da companhia no mundo real. Classificações de produto que os consumidores dão na internet vão parar na etiqueta do produto na loja física. O caminho inverso também acontece, com a 4-Star classificando os produtos conforme a avaliação dos consumidores na loja física.

3.Identificação de atritos
Esse tipo de consulta é feita de maneira ainda mais automatizado pela Amazon Go, também nos Estados Unidos.

Lá, a loja consegue identificar quais produtos estão sendo pegos e colocados de volta na prateleira. Através de sensores, isso dá ao varejista uma ideia sobre o momento da recusa de cada produto. Se o consumidor pega na mão e coloca de volta, algo relacionado à informação da embalagem está desagradando.

4.Compra super rápida (com experimentação)
Em 2018, a Nike abriu uma loja de seis andares em Nova York, batizada de ‘Nike House of Innovation 000‘. Em um desses andares está o ‘Speed Shop’, que permite aos clientes reservem sapatos on-line para experimentar na loja.

Os clientes podem passar direto pelos outros andares e irem direto a esse, com a finalidade de ser uma venda expressa, quase tão rápida quanto as da internet. A Nike sabe que tem produtos que os clientes gostam de tocar antes de comprar e resolveu juntar a experiência da loja física com a agilidade do checkout do online.

O pagamento pode ser feito pelo smartphone ou por totem.

5.Localização
Identificar as áreas nobres de uma loja era algo só possível de realizar por métodos empíricos, ou seja, demonstrar que o tempo e a experiência dissessem onde cada produto rendia melhor. As tecnologias de beacon e wireless deixaram esse conhecimento científico. Esses aparelhos, que se conectam aos smartphones, são capazes de identificar por onde os consumidores trafegaram durante a sua compra e criam um mapa de calor em cima das experiências de compra do consumidor.

Com o tempo, as lojas físicas vão se tornando tão ricas em dados quanto um ambiente virtual.

6.Identificação do público-alvo
Esse processo de captação de dados de comportamento, dentro da loja, está sendo aperfeiçoado.

As câmeras surgem para substituir os pontos de Wi-Fi e os beacons, somando mais exatidão à identificação da experiência de compra. As novas tecnologias de imagem permitem identificar até mesmo idade e sexo dos consumidores por meio do machine learning, o que traz mais especificidades ao estudo do comportamento de compra.

No futuro, quem sabe, as câmeras do supermercado poderão identificar até o humor dos clientes. Esse tipo de tecnologia já existe, mas ainda é muito imprecisa para ser usada em escala.



quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

// Há Muito Que Não Enxergamos

Moda e tecnologia: ainda não sabemos aonde vamos chegar, mas o caminho parece promissor.

Para falar da produção, o desafio é imenso, pois a cadeia de valor é fragmentada e desintegrada geograficamente. Mas qual a causa deste encadeamento de terceirizados e quarteirizados?  Primeiro, a produção de roupas é intensiva em mão-de-obra, o que gera uma busca global por redução de custo.  Segundo, porque, além de intensiva, a produção tende a requerer certo nível de especialização. Por exemplo, produzir um jeans 5 pocket requer maquinário e treinamento muito diferente do que produzir uma camisa de seda.  E, por último, o mercado é sazonal e as especializações requeridas para cada conjunto de tendências a cada coleção muda.  Com isso, há uma grande flutuação do que uma marca precisa oferecer no mercado e, como sempre busca ser mais competitiva, tende a flutuar entre fornecedores (na Europa e EUA, elas fazem através de grandes players globais de sourcing, que administram uma rede de subcontratados, principalmente no sudeste asiático).

Onde entra a tecnologia nisso? Aos poucos surgem soluções de maior automação, em especial em malharia retilínea. Isso pode virar a mesa em relação à maneira como as peças são criadas e produzidas, mudando este sistema de subcontratação infinita.  Mas ainda não sabemos bem como isso vai se desenvolver, pois há muito a evoluir neste ponto.

Outro aspecto sobre o qual a tecnologia vem tocando a moda de maneira disruptiva é a forma como os dados cruzados de vendas, produtos e feedbacks de clientes são utilizados para melhor a estratégia de marketing das marcas. Diversas empresas estão cada vez mais engajadas nesta questão, e elas estão atuando com diferentes modelos de negócios.

Temos as marcas de moda que estão à frente na construção de suas plataformas de inteligências de dados (BI) para entender quais produtos têm mais chance de vender e, com isso, ajudar a triar as criações dos estilistas. No Brasil, existe a Amaro como um grande case deste tipo de aposta. A marca usa atributos (tags) para clusterizar os produtos, relacionando-os com as vendas, organiza feedbacks de clientes de forma a realizar análises estatísticas sobre a relevância de cada informação, entre outras evoluções no tratamento da massa de dados que se pode obter atualmente com o varejo online.  Esses dados são usados para estratégia de criação e lançamentos de produtos, precificação, comunicação e tantas outras dimensões do negócio.

Outro modelo de negócios é o de empresas que trabalham com modelos de vendas recorrentes, como assinaturas, envolvendo coleta de feedbacks de clientes.  Bons exemplos são a Rent The Runway e Stitch Fix, que têm como base de sua proposta de valor o serviço de personal stylist.  Para funcionar, o cliente já começa inserindo uma série de dados e preferências, além de informações sobre sua rotina de uso de peças de roupas e acessórios.  As plataformas continuam coletando feedbacks para melhorar o serviço e, com isso, constroem uma massa de dados gigantesca sobre toda a sua base de usuários. Para quantos outros negócios isso pode valer muito? Além da tecnologia para processar estas informações e também oferece-las para quem mais possa se interessar, os dados em si são uma grande oportunidade!

Finalmente, um terceiro modelo de negócios deste tipo de aplicação da tecnologia na moda são as empresas de software e BI que prestam serviços para empresas de moda, gerenciando seus dados e propondo ações de promoção precisas para cada cliente, especialmente nos ambientes virtuais, mas que também podem envolver experiências em ambientes físicos, o que fortalece o vínculo com a moda.

As lojas “tradicionais” são o último ponto que precisamos destacar como frentes de mudança da moda com a tecnologia.  Elas estão cada vez menos tradicionais à medida que recebem provadores inteligentes, que reconhecem o produto que você levou para experimentar, oferecendo alternativas de cores e tamanhos, além de propor outros produtos para combinar.  No Brasil, já é possível experimentar este tipo de tecnologia, que envolve a identificação do produto por RFID no provador, na loja da Hering do Shopping Morumbi.  Estivemos lá com o grupo de alunos da Antwerp Management School que está em um módulo do mestrado de International Fashion Management na FAAP. Na ocasião, experimentamos o provador e a vitrine inteligentes.

Em soluções mais maduras, os produtos podem ser comprados no próprio provador, e serem retirados na loja ou enviados à casa do cliente.  Além de prático, também é uma maneira de perder a desistência das vendas na fila do caixa, o que está estimado em um terço nas lojas físicas e mais da metade dos produtos que vão para os carrinhos nas lojas virtuais.

Além da tecnologia para a venda, as lojas novas buscam proporcionar ao cliente um ambiente rico em experiência, o que complementa a conveniência da compra virtual com a criação de relacionamento emocional, além de fortalecer o vínculo com as marcas.  Realidade aumentada e ambientes instagramáveis estão entre os favoritos deste tipo de tecnologia, comprovando que o mix de físico e virtual é o que mais desperta interesse.

Ou seja, a tecnologia entrou em todas as partes do negócio de moda, mas o sentimento é que ainda estamos longe de tirar todo o seu potencial.  Além disso, moda é sobre mudança de comportamento e de desejos da sociedade, de forma que os dados do passado não são o suficiente para tratar o futuro.  Sempre haverá algum espaço para a criação e a subjetividade.  Como esta relação vai acontecer no futuro?  Não sabemos, mas o caminho é muito interessante!

FONTE:
https://emais.estadao.com.br/blogs/faap-moda/moda-e-tecnologia-ainda-nao-sabemos-onde-vamos-chegar-mas-o-caminho-parece-promissor/

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

// Faça a Festa Neste Carnaval

Com a aproximação do Carnaval, que este ano acontece no dia 25 de fevereiro, muitos lojistas ficam preocupados com a queda nas vendas durante o período do feriado. Mas a palavra-chave para que o varejo online consiga atrair a atenção do consumidor durante a folia de Momo é planejamento.

Se o Carnaval é uma das datas em que as empresas de turismo mais movimentam as vendas, outros segmentos não diretamente ligados à festa também podem se beneficiar com o feriado. Por isso o ANYMARKET, plataforma de vendas em marketplaces, criada e desenvolvida pelo DB1 Group para atender ao universo e-commerce, elencou algumas dicas para ajudar os sellers a tracionar as vendas:

Preparação

Faltam aproximadamente 40 dias para o Carnaval, por isso quanto antes o planejamento for iniciado, mais tempo hábil para colocar todas as ideias em prática. Com planejamento e preparação, as vendas vão dar samba.

Aposte em promoções

Vender itens com descontos especiais ou oferecer vantagens nas formas de pagamento são bem-vindos no início de ano quando os boletos não param de chegar. Quanto mais cedo o lojista conseguir anunciar a promoção via redes sociais, ações marketing digital, entre outras, mais aumentam as chances de venda.

Oferta de produtos customizados

Tudo o que tem a ver com o verão, com o calor e com a folia pode ser adaptado para o Carnaval. O céu é o limite quando se pensa em customizações de roupas femininas, tiaras, camisetas com mensagens, itens esportivos, entre outros. Quanto mais exclusivos e diferenciados, melhor.

Aposte nos memes

Acompanhar o que está acontecendo na internet pode ajudar os e-commerces a lançar produtos únicos para a semana de folia e que chamam a atenção dos consumidores. Seja uma máscara estilizada, bijuterias e acessórios inspirados nos famosos e muito mais.

Entrega

Atenção ao frete, pois o prazo de entrega é fundamental. O cliente preza pelo bom atendimento e cria expectativas, portanto conseguir entregar de maneira satisfatória evita a frustração do comprador. Entregue rápido, de preferência ainda no Carnaval, pois é o que o consumidor do e-commerce espera. Faça acordos com transportadoras e trabalhe com equipe extra se necessário.

Detalhes que fazem a diferença (e fecham a compra)

Oferecer cupons de descontos nas semanas que antecedem o Carnaval pode ajudar a atrair mais clientes. Outra maneira de surpreender é preparar uma embalagem especial alusiva à folia, agregando maior valor à compra, ou ainda oferecer um brinde relacionado à data. Essas estratégias podem fazer a diferença no que se refere a experiência do cliente com o e-commerce.

FONTE:
https://www.ecommercebrasil.com.br/noticias/anymarket-calendario-carnaval/

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

// Varejo "Humanológico"

Já está claro que o varejo não é mais físico ou digital e a “ameaça digital” é, na verdade, o maior aliado das lojas, dos funcionários e dos negócios que devem se diferenciar de seus concorrentes.

Vender somente produtos com preço bom já está no passado do varejo. Ser o “primeiro momento da verdade” já se tornou expressão sem sentido algum em um mundo totalmente conectado, dinâmico, ágil e volátil.

Os novos hábitos de consumo estão empurrando os diferentes negócios do varejo para outro patamar e a tecnologia é o grande acelerador desse movimento.

Cabe as marcas, as indústrias e ao próprio varejo se movimentar em uma velocidade maior do que estavam acostumados para estar junto desse cliente. Não se fala mais de omnichannel – ter todos seus canais integrados com uma única visão de seu cliente, é condição básica para estar no jogo.

Com os cases e conteúdo apresentado nesta última NRF Big Show 2020, fica cada vez mais evidente que o Novo Varejo, é uma combinação do lado Humano (Propósito, Posicionamento & Pessoas) com a força Tecnológica (Eficiência Operacional, Soluções & Resultado):
O Novo Varejo é Humanológico.

O lado humano

Quem nunca comprou um tamanho de roupa menor esperando perder peso e nunca usar? Quem nunca foi impactado por uma campanha de moda que fazia você olhar no espelho e se sentir péssimo?

Com cada vez mais consumidores comprando de marcas que refletem seus próprios valores, os principais varejistas estão adotando um ponto de vista mais proprietário e se posicionando sobre as maiores questões sociais e culturais de nosso tempo para criar um relacionamento mais autêntico e pessoal com seus clientes.

Temas como Inclusão, Diversidade, Transparência, Acesso, Empoderamento Feminino, Sustentabilidade e Pessoas são fundamentais para marcas de moda, por exemplo. Um setor que historicamente se pautava em modelos inatingíveis, de corpos magros e esguios, de uma beleza inconsequente que, hoje em dia, não reflete aquilo que os clientes buscam.

Alexandra Waldman, Co-Fundadora e CCO da marca Universal Standard, apresentou nesta NRF Big Show seu forte propósito de trabalhar seu principal pilar de “Inclusão Revolucionária”. Simplesmente a marca criou um padrão de tamanhos de suas peças de roupa para que qualquer pessoa se enxergue no modelo. Seja obesa ou magra, loira ou morena, alta ou baixa, jovem ou idosa, a marca tem uma promessa forte que dialoga de maneira próxima da sua cliente: “Nós vendemos roupas para a pessoa que está no espelho. Não vendemos a numeração da etiqueta. Caso o seu tamanho mude (caso engorde ou emagreça) nos próximos 365 dias, nós trocamos a peça gratuitamente.”

É ou não é uma promessa que aproxima a mulher e estimula a valorização pessoal e a se aceitar como ela realmente é, e não buscar por modelos inatingíveis?

Este é um excelente exemplo de um varejo mais humano.

Força da tecnologia

A jornada de compra dos clientes modernos tem começado cada vez mais pelo digital. Segundo Satya Nadella, CEO da Microsoft, cerca de 75% das vendas do varejo norte americano são influenciados pelo online. Em um concorrido painel na NRF 2020, ele apresentou a visão da Microsoft de como a tecnologia, exerce um papel fundamental para melhorar e integrar os processos de qualquer operação varejista.

A compilação e análise de dados na nuvem e inteligência artificial permite o melhor conhecimento do consumidor, o empoderamento de seus colaboradores, uma maior inteligência operacional e logística, permitindo a reinvenção operacional de modelos tradicionais de varejo, abrindo assim, novas oportunidades de negócios. A gestão de dados serve de base para toda iniciativa de marketing, com as campanhas, sendo personalizadas em massa e com cada vez mais relevância. A utilização de ferramentas de engajamento regionalizados, por exemplo, é um apoio perfeito para definir descontos e medir o melhor retorno sobre investimento. A Era do Spam acabou – ou tem tudo para acabar.

O Novo Varejo Humanológico facilita a experiência nas lojas e ajuda a vender.

Os consumidores estão constantemente sendo bombardeados por inúmeras opções de escolhas. Por meio da inteligência de dados, ter as ofertas adequadas nas lojas facilitam ter escolhas mais rápidas. Este é um enorme benefício para quem compra e oportunidade para quem vende ter mais tempo dedicado ao cliente.

A inteligência e eficiência tecnológica acelera a evolução do conceito “sob demanda” e a força da conveniência de ter tudo à mão com a agilidade do “delivery-hiper-local.” Os varejistas que se estruturarem para vender e entregar de uma forma integrada vai sair na frente.

Por meio do fator tecnológico, as empresas podem ser tornar cada vez mais próximas dos clientes e cada vez mais humanas.

Infelizmente por um imprevisto pessoal, esse ano não estive na NRF Big Show. Acompanhei da do Brasil toda a delegação da Gouvêa de Souza e tive um olhar privilegiado das discussões do grupo de consultores que a Gouvêa levou para Nova Iorque.

Se você também não foi, terá a chance de assistir de perto o que de melhor aconteceu nesta última NRF aqui no Brasil. Exatamente daqui a uma semana inicia o Retail Trends PÓS NRF que percorrerá diferentes capitais do país com a síntese do maior evento de varejo do mundo.

FONTE:
https://www.moveisdevalor.com.br/portal/o-novo-varejo-e-humanologico


quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

// Franquias em 2020

O desenvolvimento e a democratização da tecnologia certamente foram alguns dos aspectos mais transformadores da última década.

Nos últimos anos, as empresas brasileiras tiveram que se adaptar para continuar sobrevivendo em cenários políticos e econômicos extremamente desafiadores. E quem abraçou os recursos tecnológicos conseguiu transformar as dificuldades em oportunidades muito mais facilmente.

Foi o caso, por exemplo, das redes de franquias que digitalizaram suas operações e até criaram novos modelos de franquias, recorrendo a ferramentas tecnológicas como foram de reduzir os custos, aumentar a produtividade e criar formatos de trabalho mais econômicos e ágeis.

Como resultado desses e de outros fatores, o mercado de franquias teve um crescimento estrondoso. Em 2010, o franchising brasileiro faturou R$ 75,9 bilhões. Já em 2018, a receita saltou para R$ 174,8 bilhões. Os dados são da Associação Brasileira de Franchising (ABF).

Na próxima década isso não deve ser muito diferente.

O ano de 2020 deve marcar investimentos ainda maiores das franquias brasileiras em tecnologia. E existem motivos muito sólidos para que essas empresas continuem investimento cada vez mais tecnologia.

Tecnologia como combustível para a expansão de franquias

A tecnologia é uma das principais aliadas para as redes de franquias que desejam expandir suas operações. Para começar, um bom software de gestão é básico para franqueadores que buscam uma administração profissional, tanto dentro na própria matriz, quanto nas unidades franqueadas.

Sistemas de gestão de qualidade também podem ajudar a eliminar processos desnecessários, centralizar informações, reduzir despesas e até a aumentar a produtividade dos funcionários, o que são condições importantes na expansão.

Além disso, contar com recursos tecnológicos também é importante nas etapas de atração, conversão e relacionamento com os franqueados.

Ter uma boa ferramenta de geolocalização que ajuda a encontrar praças atrativas para o negócio, mecanismos de automação de marketing para atrair novos franqueados e uma plataforma de ensino a distância, por exemplo, são itens mandatórios para redes que querem abrir franquias em estados distantes da matriz.

Tecnologia e a otimização da experiência

Já não basta apenas oferecer um bom produto ou serviço para conquistar o consumidor. Com a alta competitividade e um público cada vez mais exigente, é fundamental criar uma experiência excelente do início ao fim. A tecnologia também pode fazer parte desse processo.

Ferramentas como o Big Data podem ser utilizadas para ajudar as franqueadoras a entender melhor o que seus consumidores pensam e desejam. Dessa forma, fica mais simples otimizar os processos para promover uma experiência especial para os clientes.

Além disso, recursos como realidade virtual, chatbots e telas interativas já estão sendo amplamente usados pelas marcas de franquia como formas de encantar o público e inovar.

A pesquisa Food Service 2019, desenvolvida pela ABF, comprova essa tendência ao apontar que 47% das redes de franquias pretende investir em equipamentos como tablets para criar menus interativos e digitais.

Falando a mesma língua que o consumidor através da tecnologia

Quem usa o WhatsApp ou as redes sociais o tempo todo, não quer ter que mandar um e-mail para resolver um problema com uma empresa ou fazer uma solicitação de serviço.

Pensando no quanto a tecnologia já faz parte da vida, dos costumes e até da forma como os consumidores se relacionam, agregar canais tecnológicos em uma rede de franquias é primordial.

Ter canais de contato que sejam convenientes para quem compra é um passo que as franquias precisam dar se quiserem continuar sendo relevantes para um consumidor que tem tudo a um clique de distância (ou um toque na tela do celular).

Essa multicanalidade é, inclusive, um caminho para o omnichannel, uma das tendências mais fortes para franquias que atuam no varejo.

O omnichannel garante a integração de vários canais, inclusive os offline. Com essa integração, muitas franquias já estão habilitando sistemas que tornam possível fazer uma compra pela internet e retirá-la em uma loja física, ou o contrário.

FONTE:
https://www.terra.com.br/noticias/dino/investir-em-tecnologia-e-tendencia-para-franquias-em-2020,10bd837bb967d8409f247e91255869dd0wvgspml.html



quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

// 5 Dicas Para Conquistar a Confiança dos Clientes

Quer ganhar a confiança do seu consumidor? Invista em privacidade

A privacidade, o vazamento de dados pessoais e como as empresas usam as informações de seus clientes são assuntos que ganham cada vez mais relevância. Os consumidores estão mais atentos e menos propensos a compartilhar seus dados. Por isso, empresas que investem em políticas de privacidade claras e mostram, de forma transparente, como as informações são usadas têm mais chance de conquistar a confiança (e os dados) dos consumidores.

Uma pesquisa da Deloitte sobre privacidade de dados com consumidores americanos apontou que aqueles que estão satisfeitos com as políticas de privacidade de uma marca têm mais probabilidade (73%) de serem a favor ou neutros em relação ao compartilhamento de dados pessoais, em comparação com aqueles que estão insatisfeitos ou não conhecem as políticas (57%).

A pesquisa mostrou também que 75% dos consumidores estão mais abertos a compartilhar informações pessoais quando entendem que há benefícios em troca, como melhores preços, descontos ou melhores serviços. Os resultados mostram que as marcas precisam ser transparentes sobre o uso dos dados e mostrar como aquelas informações estão sendo usadas para ganhar a confiança dos consumidores.

O estudo também descobriu uma desconexão entre como os consumidores percebem a maneira como os varejistas usam seus dados pessoais e como os varejistas realmente os utilizam. Dois terços dos consumidores pesquisados acreditam que o principal uso de seus dados é para o marketing direcionado e pelo menos metade disse acreditar que seus dados pessoais são vendidos para terceiros.

Os executivos das marcas, no entanto, afirmam que as informações dos consumidores são usadas para aumentar a eficiência operacional e melhorar a qualidade dos serviços nas lojas. Essa diferença de visões é gerada pela falta de transparência sobre como os dados são armazenados e usados, diz a pesquisa.

Tendência na CES 2020

Quando falamos de privacidade digital, os grandes vilões que aparecem são as redes sociais e as empresas de tecnologia. Na edição deste ano da CES, um dos principais eventos de tecnologia que acontece todos os anos em Las Vegas, o grande foco das gigantes do mercado foi o investimento em novas formas de proteger a privacidade dos cidadãos após anos de crescente escrutínio de reguladores e consumidores sobre o tratamento de dados pessoais pelo setor.

O Google anunciou durante o evento a atualização do Google Assistant com dois novos comandos de voz para que as pessoas possam optar por cancelar comandos de voz ou excluir os registros arquivados no sistema. A empresa agora oferece aos usuários a opção de excluir dados usando sua voz dizendo: “Ei, Google, exclua tudo o que eu disse para você esta semana”, por exemplo.

Neste mesmo caminho, a Amazon, dona da empresa de fechaduras e câmeras de segurança Ring, anunciou que irá dar aos usuários a oportunidade de não atender solicitações da polícia para vídeos gravados pelos aparelhos dos usuários. A empresa estava sob fortes críticas por fornecer dados pessoais dos donos das câmeras, como localização em tempo real.

O Facebook, que passou os últimos dois anos sofrendo com escândalos relacionados à privacidade dos usuários e ao uso de dados pessoais por terceiros, anunciou na CES uma nova versão de sua ferramenta de verificação de privacidade com o objetivo de orientar o público quais são as principais formas de realizar as configurações sobre o uso de dados pessoais na plataforma. A nova versão mostra como controlar quem pode ver o que é compartilhado, como as informações são usadas e como aumentar a segurança da conta. A versão anterior da ferramenta era focada apenas em alterar as configurações de quem podia ver as postagens e informações de perfil do usuário.

Veja abaixo 5 medidas que as empresas precisam adotar para ganhar confiança do consumidor na questão da privacidade:


  1. Trate os dados do consumidor como um ativo valioso para a empresa;
  2. Seja transparente sobre como os dados estão sendo coletados,
    quais são armazenados e como eles serão utilizados;
  3. Centralize todas as configurações de privacidade em um único local
    para permitir que os consumidores tenham mais controle e facilidade
    para entender as implicações das configurações;
  4. Garanta que todas as pessoas que têm contato com o consumidor são
    capacitadas para agir de acordo com as diretrizes de privacidade da marca;
  5. Garanta a proteção dos dados em qualquer lugar – na nuvem, na organização,
    com terceiros ou em qualquer outro lugar em que possam ser usados.

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FONTE:
https://www.consumidormoderno.com.br/2020/01/15/confianca-consumidor-invista-privacidade/