quinta-feira, 21 de março de 2019

// Segurança de Informação no Varejo

Com o tema Cyber Security nas Operações de Varejo, encontro terá palestras de varejistas e profissionais da área de segurança da informação.

Casos públicos, como da Target, que em 2017 sofreu um roubo de dados de quase 70 milhões de clientes e, recentemente, o Facebook, que admitiu o vazamento de informações de quase 100 milhões de usuários, ativam um alerta para que as empresas incluam segurança de dados nas operações do varejo de móveis como item fundamental na sua estratégia de análise de base dos consumidores.

Segundo o diretor vogal e presidente do comitê de Prevenção de Perdas, Riscos, Auditoria, Compliance e Segurança (Pracs) do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Consumo (Ibevar), Anderson Ozawa, quando uma compra é realizada pela internet, dados do usuário são solicitados. Por isso, a segurança de dados nas operações do varejo de móveis e de outros setores são importantes.

“Em muitos casos, o varejista utiliza essas informações para criar um perfil em sua base e alimentar seu CRM (Customer Relationship Management). O que não imaginamos é que, com um sistema de Data Analytics bem estruturado, é possível usar esses elementos para determinar descontos em compras e até sugestões personalizadas de produtos, baseados no histórico de consumo, que chegam no momento da compra, por e-mail ou por sms”, explica Anderson.

Essa prática é comum no varejo, mas o problema começa quando o consumidor passa a receber um bombardeio destas comunicações, não somente pelo varejista ao qual passou seus dados, mas por outros que ele nem conhece. Algumas vezes, isso ocorre pela prática indevida de venda de informações e, em outros casos, são simplesmente obtidas ilicitamente por experts em tecnologia que invadem os bancos das empresas e copiam este conteúdo.

Sendo assim, este será o tema do Fórum “Cyber Security nas Operações de Varejo”, realizado pelo Ibevar, na próxima semana, dia 28 de março, das 8h30 às 12h. O encontro contará com palestras de varejistas e profissionais da área de segurança da informação e um painel de discussão com executivos. O objetivo é expor as boas práticas, cases e formas para manter estratégias alinhadas com a transformação digital das empresas.

FONTE:
http://www.emobile.com.br/site/varejo/seguranca-de-dados-nas-operacoes-do-varejo-de-moveis/

quinta-feira, 7 de março de 2019

// TECNOLOGIAS PODEROSAS EM 2019

Novas tecnologias surgem todos os dias. Por isso, vale a pena saber como grandes empresas escolhem e fazem uso daquelas que mais podem criar diferenciais claros para o cliente.


As novas tecnologias digitais estão reinventando todos os aspectos da experiência de compra de um consumidor. Algumas dessas tecnologias, como assistentes de voz, permitem que os clientes tenham maneiras intuitivas de descobrir, comprar ou obter informações sobre produtos. Outras tecnologias, como sistemas de pagamento baseados em celulares ou câmeras, tornam as experiências de compra mais familiares, ágeis e mais agradáveis. Pano Anthos, diretor-geral do XRC Labs reuniu-se com Larrys Adams, head de Produtos de Comércio Conversacional do Google, Eddie Garcia, vice-Presidente de Experiência “End to End” do Sam’s Club (Walmart) e Tarang Sethia, vice-presidente de Gestão de Produtos, Consumidores Digitais e Experiência de Loja da 7-Eleven, para um debate no Shoptalk. O objetivo foi enfocar marcas e varejistas inovadores que estão implantando essas e outras tecnologias emergentes para melhor envolver e atender seus clientes.

A loja de conveniência finalmente conveniente

Fundada em 1927, a 7-Eleven é uma rede de lojas de conveniência, franchising e licenciamento com mais de 66 mil unidades em 17 países, sendo 8 mil na América do Norte. A empresa avalia continuamente novas tecnologias de varejo que podem melhorar a experiência de compra. Recentemente, lançou um sistema chamado Scan & Pay, integrado ao aplicativo móvel 7-Eleven, que também suporta seu programa de fidelidade, que permite aos clientes terem a experiência de fazer suas compras sem enfrentar filas. Segundo Tarang Sethia, a 7-Eleven avalia constantemente as inovações tecnológicas voltadas ao consumidor e back-end para garantir a melhora na jornada do consumidor e a redefinição da conveniência. Segundo Tarang, a empresa procura oferecer respostas simples e o mais próximas possíveis das expectativas dos clientes. Se os clientes, particularmente os millennials manifestam o desejo de não ficar em filas e de não terem assistência na hora de escolher seus produtos, a solução foi criar o caixa autônomo. Dessa forma, o milllennial pode fazer suas compras sem interação com vendedores ou pessoas no caixa. Ele entende que a experiência do cliente deve ser como a eletricidade: existe e está perfeitamente integrada ao ambiente que parece ser natural, intrínseca à operação. Por isso, a. 7-Eleven quer se dedicar a reimaginar constantemente cada etapa da jornada do cliente nas lojas físicas, procurando fazer com que o time interno, nas lojas, possa ter certeza de que o cliente encontre sempre o que procura.

O caixa autônomo traz que tipos de riscos para a operação? Como evitar roubos e furtos nesse sistema. Segundo o executivo, os sistemas de caixa estão suportados por uma Inteligência Artificial que faz a inteligência transacional. Essa inteligência, por sua vez, depende do fato do cliente acessar o app 7-Eleven no interior da loja. Ao acessar o app, a configuração de pagamento definida pelo cliente entra em ação e dessa forma, o risco de furto é bastante reduzido. A atividade dos consumidores é monitorada constantemente. É o preço a pagar para que os clientes evitem a barreira do caixa. O cliente tem a opção de fazer um pedido prévio, pelo app e simplesmente ir à unidade de sua preferência para retirar os produtos.


O atacado versão digital

O Sam’s Club, a divisão de atacado do Walmart, tem receita anual de cerca de US$ 59 bilhões. A empresa foi pioneira em serviços de autoverificação baseados em smartphone nos EUA, implantando a tecnologia em todos os seus locais domésticos até 2016. O Sam’s Club inaugurou recentemente um novo formato de loja em Dallas, chamado Sam’s Club Now. Essa pequena loja funciona como um laboratório de testes para uma variedade de novas tecnologias móveis, reconhecimento por impressão digital, incluindo Realidade Aumentada (RA), wayfinding e listas de compras inteligentes. Para Eddie Garcia, VP da empresa, o Sam’s Club Now desempenha uma função importante na definição do roteiro de tecnologia, e traz inúmeros aprendizados sobre como essas tecnologias aprimoram a experiência dos membros. Assim como a 7-Eleven, Sam’s Club adotou o sistema de “Scan & Go” para o conforto de seus clientes. A loja Sam’s Club Now é 100% operativa nesse sistema, proporcionando aos clientes também encontrar mais facilmente os itens que procuram. Por meio da Realidade Aumentada disponível no app da marca, é possível ver ofertas personalizadas, inserir produtos em uma lista recorrente de compras, criando um histórico útil para o cliente e uma base de dados valiosíssima para o Sam’s. A empresa poderá saber com absoluta precisão quais os produtos mais sazonais, quais origens mais recorrentes nas listas das pessoas, o perfil de compras de cada membro e assim por diante. O app localiza em apenas 3” onde está o código de barras de cada item para que seja integrado à lista e tenha seu custo totalizado. Ou seja, a cada item adicionado, o app já traz o cálculo da compra automaticamente. E como é possível saber que todos os itens foram realmente adicionados à lista e ao carrinho do cliente? Segundo Eddie, o sistema funciona incrivelmente bem e previne rupturas e fraudes no estoque. O ponto final da jornada é justamente o caixa autônomo.

As iniciativas do Sam’s Club Now representam uma releitura do atacado e um ensinamento valioso sobre como esse formato de varejo também pode oferecer uma experiência digital que traga benefícios palpáveis para os clientes. Será que veremos nosso atacarejo adotar esse tipo de tecnologia?


Agora a voz faz compras

O Google informou recentemente que seus recursos de conversação do Google Assistant estão disponíveis em mais de um bilhão de dispositivos em 80 países, incluindo smartphones, tablets e dispositivos domésticos inteligentes. A empresa permite que terceiros desenvolvam ações que lhes permitam envolver os usuários com serviços de informação, entretenimento ou comércio. Larry Adams contou como a plataforma ajuda varejistas e marcas a criar experiências de compra de voz simples, úteis e intuitivas. Larry destacou a interface simples do “Assistance” para pesquisar e fazer compras. Por meio da voz, um cliente pode organizar sua lista durante suas compras – a Costco já tem um piloto dessa funcionalidade – categorizando os produtos por área na loja para que a jornada fique disponível sempre. O grande ponto de melhoria da tecnologia é a ausência de ofertas otimizadas e desenvolvidas para serem compartilhadas diretamente pelos sistemas de voz quando um cliente fizer uma busca.

O executivo destacou 4 ações efetivas que podem engajar consumidores por meio do Google Assistance (e outros dispositivos de voz):

  • Ajudar clientes a encontrar o conteúdo correto sobre sua marca;
  • Ajudar os clientes a comprar os produtos da sua marca ou loja;
  • Ajudar os clientes a encontrar a sua loja mais próxima;
  • A experiência baseada em voz é distinta e muito pessoal

A partir das pesquisas da empresa, Larry afirma que os sistemas de varejo impulsionados por voz estarão maduros em 7 ou 8 anos.

FONTE:
https://portalnovarejo.com.br/2019/03/tecnologias-realmente-poderosas-que-vao-conquistar-o-varejo-global/












quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

// Considere estes 5 Cuidados Para Aproveitar Melhor o Crescimento Sustentável do Varejo

Setor que cresceu 2,3% em 2018, registrando segundo ano consecutivo de altas e ganhos, requer planejamento e gestão estratégica.


O varejo segue dando boas notícias para a economia brasileira. Se o País ainda busca a completa retomada econômica, o setor já aparece com bons números. Em 2018, o segmento teve crescimento de 2,3%. O índice, por sinal, não deixa de ser histórico. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), este é o maior incremento do nicho desde 2013.

Apesar dos seguidos anos de instabilidade econômica no Brasil, esse índice traz esperança e aponta a necessidade de cautela para um setor que ainda está em recuperação. Um recorte que também revela uma tendência é o aumento no volume de vendas da última Black Friday, em novembro passado, que gerou ao setor uma alta de 4,2% no período.

No entanto, mesmo num cenário cada vez mais favorável, o comércio aquecido requer alguns cuidados dos empreendedores. Apesar do aumento nas receitas e, possivelmente, nos lucros, não se deve aumentar investimentos sem, antes, pensar na saúde do fluxo de caixa. Pensando nisso, a Adianta, fintech 100% digital que desburocratiza a concessão de créditos para pequenas e médias empresas, elencou cinco cuidados que o empreendedor precisa para aproveitar essa nova onda de crescimento prevista para os próximos anos. Confira:

Gestão financeira

Conseguir estabelecer o equilíbrio do fluxo de caixa e a estabilidade entre contas a pagar e a receber é imprescindível para a saúde de qualquer empresa. Daí a importância de estruturar absolutamente todos os gastos, ganhos e lucros, além de prever os gastos variáveis como um possível aumento da equipe e dos impostos para conseguir aproveitar o bom momento do segmento. Separe os custos fixos dos variáveis e preste bastante atenção ao fechar o caixa. O saldo tem que bater. Se isso não acontecer, faça e refaça todas as contas relativas às operações realizadas no dia. A precisão precisa ser cirúrgica na conferência desses dados.

Prevenção de Fraudes

Atos criminosos são cada vez mais comuns no comércio brasileiro, seja no ambiente offline ou online. Esses infortúnios vão desde roubos físicos dentro das lojas, desvios de produtos ou dinheiro ligados a fornecedores até o roubo de informações. As transações online e por cartões são mais suscetíveis a fraudes e isso exige que o empreendedor esteja sempre atento.

De acordo com o Grupo New Space, o varejo foi o segundo setor mais atingido por fraudes em 2017. Por isso, investir em tecnologia e em um sistema de gestão confiável é relevante para minimizar os impactos da malandragem de alguns consumidores levianos. Duplicação de operações e trocas de mercadorias, por exemplo, também necessitam de cuidado especial.

Gestão de riscos

Se a gestão financeira é fundamental, a gestão de riscos também merece espaço na atenção do empreendedor, pois o ajudará a definir o futuro do negócio. Os riscos incluem fatores internos e externos que, aliados à uma má gestão, podem levar a prejuízos irreparáveis. Assim, a melhor forma de lidar com essa questão é executar um bom gerenciamento capaz de medir e controlar esses riscos, evitando que eles atinjam o caixa da empresa. Essa gestão envolve a prevenção de perdas financeiras, por exemplo, evitando a venda de um produto sem conhecimento e análise de sua procedência, e os riscos que permeiam essa comercialização.

Além disso, a otimização de recursos e processos operacionais, assim como a definição da margem de lucro da empresa precisa ser bem estudada antes da precificação de qualquer produto. Lembre-se que resolver uma ameaça depois de instalada custa caro.

Equilíbrio financeiro

Ao ver que os ganhos estão maiores que as despesas em determinado período, o empreendedor pode cair no erro de usá-los de maneira inadequada. Por isso, evite sustos e administre o capital de giro de maneira planejada e controlada, afinal ele é o que faz qualquer empresa girar e não é uma reserva para investimentos. O montante exigido para esse capital depende de uma série de fatores, entre eles a sazonalidade do empreendimento.

Em suma, esse montante é a parcela de recursos de longo prazo (endividamento, capital de sócios) que financiam as atividades de curto prazo do negócio. Por isso, cuidado. Esse saldo precisa se manter positivo. Com mais dinheiro circulando no mercado, as chance de desvios são ainda maiores e, neste sentido, uma má gestão pode levar a empresa à falência.

Estude alternativas de crédito

Se perceber um possível desequilíbrio, saiba que, hoje, o mercado de fintech dispõe de recursos bem menos burocráticos e mais flexíveis e acessíveis, que podem ajudar o empreendedor ou administrador financeiro do varejo a colocar as contas em dia. A antecipação de recebíveis é um bom exemplo, pois consiste em antecipar duplicatas de venda a prazo, parcelas no cartão de crédito ou cheques pré-datados.

Ou seja, esse capital que só entraria no caixa da empresa nos próximos meses é antecipado e utilizado para saldar dívidas atuais. Como essa modalidade de crédito apresenta menor risco de inadimplência, uma vez que o recebimento do montante já está programado, as taxas praticadas costumam ser inferiores às praticadas na maioria das demais linhas de crédito. Porém, como toda e qualquer estratégia empresarial, deve preceder estudos e planejamento. Avalie as taxas e controle os valores que estão sendo antecipados.

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FONTE:
https://www.itforum365.com.br/gestao/5-cuidados-para-aproveitar-o-crescimento-do-varejo-de-forma-sustentavel/

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

// O Que Será do Amanhã? Responda Quem Puder.

O Retail’s Big Show (NRF 2019) é organizado pela federação de varejo americana há mais de um século. Todo ano a expectativa é grande para entender para onde caminha o varejo, quais serão os próximos desafios e quais tendências ocuparão espaço nas agendas estratégicas das empresas deste mercado.

Em suma, a edição deste ano mostrou: (1) a força da China e porque ela tem muito a ensinar a todos os mercados, até mesmo os mais maduros; (2) O varejo físico não morreu e não vai morrer, mas mudou de papel e vai mudar ainda mais puxado pelos novos hábitos de consumo da nova geração de consumidores; (3) tecnologia e o domínio dos dados é a espinha dorsal da experiência de consumo; e (4) o consumidor quer estabelecer uma relação de confianças com as marcas e não apenas consumir.

Ainda estamos sob efeito da ressaca do início da década de 2010, onde o varejo físico foi alvo das mais ácidas previsões que indicavam, inclusive, que este seria substituído pelo comércio eletrônico. Não era para menos. Uma grande crise impactava dos pequenos até as fortes e tradicionais redes varejistas americanas, lojas e mais lojas fechando as portas e aumentando a presença de nobres pontos comerciais disponíveis para locação nos mais badalados centros de consumo.

Os principais players chineses, influenciados principalmente por Alibaba e JD.com, estão na vanguarda com seus ecossistemas de operação, logística, dados e pagamento digital. A revolução do pagamento através de mobile tem tomado o lugar do dinheiro físico circulando numa proporção assustadora. A tecnologia tornou-se vital, o oxigênio do varejo no presente. Reconhecimento facial do consumidor, uma rica quantidade de dados gerando insights revertidos em novas vendas, milhares de pontos de entrega somados ao uso de drones e robôs dão eficiência à logística e encurtam o tempo para o recebimento das compras. Alguma dúvida a respeito da cisma do Trump com os chineses?

Houve quem apostou suas fichas no varejo eletrônico e deixou de lado os pontos físicos. Hoje, percebe-se o erro. Na prática, o varejo físico está cada vez mais vivo e presente. O que se renovou foi o consumo, puxado pela nova geração de consumidores com seus novos hábitos. Além disso, nunca se falou tanto em propósito. O consumidor quer estabelecer uma relação de proximidade com as marcas, não apenas consumir, e passa a dar preferência a marcas cujos valores estão em sintonia consigo.

E o que dizer do varejo físico? 

Nesta tocada, pontos de venda têm se transformado em pontos de experiência que complementam, encurtam distâncias e favorecem o encantamento do público. Lojas tendem a se tornar locais de encontro para vivência, alimentação, aprendizado e, obviamente, compras. O cliente no centro de tudo é o velho clichê que não cansa de ser reciclado e vendido por um preço cada vez mais caro.

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FONTE:
https://ecommercenews.com.br/artigos/dicas-artigos/o-que-esperar-do-varejo-para-2019/


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

// Analistas Preveem Alta no Varejo

Além do otimismo econômico, a adoção de novas estratégias de vendas, especialmente por meio de plataformas digitais, também devem gerar retornos às empresas.


Os analistas estão otimistas com o desempenho das ações das empresas do setor de varejo em 2019. Eles apontam o crescimento econômico como o principal impulsionador dos resultados do segmento e, consequentemente, dos papéis na Bolsa.

Mas, além disso, a adoção de novas estratégias de vendas, especialmente por meio de plataformas digitais, também devem gerar retornos às varejistas.

Para Ricardo Peretti, estrategista de pessoa física da Santander Corretora, o ambiente macroeconômico estará mais propício ao consumo neste ano.

“Projetamos alta de 3% para o consumo das famílias neste ano, após um 2018 com greve dos caminhoneiros no primeiro semestre e incerteza eleitoral no segundo semestre”. O Santander aponta Lojas Renner, Pão de Açúcar e CVC como as melhores opções dentro do segmento.

Betina Roxo, analista de consumo, alimentos e bebidas da XP Investimentos, lembra que as vendas no varejo crescem entre 1,5 e 2 vezes o ritmo do PIB, até mais em períodos de recuperação mais forte, e que este ano deve ser muito positivo para o segmento. “Preferimos B2W, Lojas Americanas e Via Varejo no setor”, diz.

As empresas do setor trabalham firme na implantação de plataformas digitais que permitem melhorar toda a cadeia de processos, com agilidade e menores custos. O Magazine Luiza está à frente neste processo e já capturou os benefícios, mas outras novidades deverão vir pela frente”, diz Mario Mariante, analista da Planner. Além de Magazine Luiza, ele cita Arezzo, Lojas Renner e Lojas Americanas como possíveis destaques do setor.

Sandra Peres, analista da Coinvalores, menciona o maior poder de compra do consumidor por conta da menor inflação, além das expectativa de melhora no mercado de trabalho. Para a corretora, os destaques devem ser Lojas Renner, Magazine Luiza, Natura e Pão de Açúcar.

A equipe da Nova Futura também tem perspectiva otimista. “Além da melhora no crédito, a valorização do real ante o dólar deve impactar positivamente os segmentos com alto coeficiente de importação”, dizem os analistas.

Entre as carteiras recomendadas para a próxima semana, o setor de varejo também está bem presente. Na Guide Investimentos, a única alteração na carteira é a saída de Lojas Renner ON e a entrada de Pão de Açúcar PN.

Segundo os analistas, o Grupo Pão de Açúcar tem mostrado sinais de recuperação mais acelerada, apoiado pelo forte desempenho da rede Assaí.

A Mirae incluiu Lojas Americanas ON e B3 ON, com a saída de Banco do Brasil ON e BRF ON. No caso da Lojas Americanas, a corretora cita a expectativa de recuperação da economia local em 2019, além dos resultados positivos do terceiro trimestre de 2018.

No que diz respeito à B3, a Mirae menciona a prévia operacional do mês de dezembro, com crescimento de 50,3% no volume médio diário no segmento Bovespa. “A expectativa para 2019 é positiva, pois devemos verificar aumento de volume nos negócios da B3”, diz a Mirae.

A Modalmais promoveu três alterações na carteira, com as entradas de Vale ON, B3 ON e Embraer ON, e as saídas de Ultrapar ON, Kroton ON e Localiza ON.

A Nova Futura trocou quase toda a carteira. Ambev ON é a única que não foi trocada. Saíram Cosan ON, Estácio ON, JBS ON e AES Tietê Unit. Entraram Copel PNB, Weg ON, Vale ON e Hypera ON.

Mercado vê alta

Mesmo após acumular ganhos de 1,98% na segunda semana do ano, o otimismo segue conduzindo as apostas para os próximos cinco pregões do Ibovespa.

É o que mostra o Termômetro Broadcast Bolsa, onde a parcela de profissionais do mercado financeiro que espera alta chegou a 73,08% frente aos 54,84% coletados no fim do mês passado.

Ao mesmo tempo, o porcentual dos que esperam por uma baixa chegou ao menor nível em oito medições: 7,69% ante 12,90% registrados no último questionário referente à expectativa para as sessões de negócios entre os dias 26 e 28 de dezembro.

O Termômetro Broadcast Bolsa tem por objetivo captar o sentimento de operadores, analistas e gestores para o comportamento do Ibovespa na semana seguinte.

A divulgação de indicadores ligados à atividade doméstica está no radar dos investidores que vão verificar o ritmo de aquecimento da economia brasileira no final de 2018 e a dimensão do que pode ser “carregado” para este ano.

O IBGE divulga dados de novembro sobre o varejo e sobre serviços e o Banco Central revela o IBC-Br, considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), também relativo ao décimo primeiro mês de 2018.

No exterior, tem início a temporada de balanços, com principais bancos dos Estados Unidos, como Goldman Sachs e J.P.Morgan, divulgando resultados.

Agentes avaliam ainda os dados da balança comercial da China em meio à falta de definições mais concretas em torno das negociações comerciais sino-americanas.

Por outro lado, analistas do Bradesco, em relatório, dizem que a manutenção do tom gradualista da política monetária pelo Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) pode ser positivo. “Ajustamos, inclusive, nossa expectativa de elevações do Fed Funds, de duas para uma.”

FONTE:
https://exame.abril.com.br/mercados/varejo-esta-otimista-com-desempenho-de-acoes-na-bolsa-neste-ano/

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

// Nuvens Híbridas em Alta

Aumentar as expectativas do cliente, iniciativas de transformação digital e segurança de dados impulsionam a inovação na indústria.


A Nutanix divulgou o Enterprise Cloud Index Report para o Varejo, com resultados dos planos dos varejistas do mundo inteiro para adotar nuvens privadas, híbridas e públicas. O relatório revelou que as cargas de trabalho corporativas estão migrando rapidamente da infraestrutura tradicional de data center para a nuvem, caindo de 41% atualmente para apenas 18% nos próximos dois anos. O Varejo tem o segundo maior índice de implantações de nuvem híbrida, representada em 21% entre todas as indústrias. Dessa fatia, 93% das empresas indicam a nuvem híbrida como o modelo ideal de TI, superando a média global para outros setores.

O consumidor moderno deseja uma experiência de compra perfeita e Omnichannel, ou seja, em todos os canais disponíveis, seja na loja física, online, dispositivos móveis, aplicativos ou até mesmo via smart TV. Além disso, os varejistas precisam coletar, analisar e manter os dados seguros. Essa pressão para se manter à frente das expectativas do cliente exige que as redes varejistas adotem práticas inovadoras de TI imediatamente.

O relatório da Nutanix também aponta que os varejistas controlam melhor o gasto com nuvem. A sazonalidade e as explosões de tráfego impactam as necessidades de carga de trabalho ao longo do ano. Dessa forma, eles ganham experiência para flexibilizar essas cargas na nuvem pública de acordo com a demanda. Cerca de 69% das empresas de varejo disseram que seus gastos com nuvem pública estavam abaixo ou dentro do orçamento e apenas 29% relataram estar acima do orçamento, em comparação a 35% das empresas globais de outros setores. Atualmente, 15% da nuvem pública é utilizada pelo Varejo, comparada a uma média global de 12%, e esse número deve aumentar para 22% nos próximos dois anos. No entanto, com 93% dos varejistas apostando na nuvem híbrida, esse cenário ainda pode mudar.

A perspectiva otimista de adoção da nuvem híbrida em todos os setores reflete um cenário cada vez mais automatizado e flexível o suficiente para que as empresas tenham a opção de comprar, construir ou alugar recursos de infraestrutura de TI com base nos requisitos de seus aplicativos. Para os varejistas, a flexibilidade de escolher a nuvem certa para cada aplicativo é considerada o principal benefício da implantação da nuvem híbrida (18%) seguida de perto usando a nuvem “on the fly” ou sob demanda para suportar períodos de alto tráfego. E justamente devido à essa sazonalidade dos negócios e a variação das necessidades de consumo de TI e de rede ao longo do ano, os varejistas reconhecem a necessidade de manter a TI flexível.

Entre os maiores desafios, mais da metade dos entrevistados afirmam que segurança, conformidade, gerenciamento e o custo total de propriedade (TCO) são fatores decisivos, enquanto no Varejo o critério principal é o custo. E embora 88% dos entrevistados globais esperem que a nuvem híbrida tenha um impacto positivo em seus negócios, 30% dos varejistas acreditam que os recursos dessa plataforma ainda são insuficientes, principalmente no que diz respeito à inteligência artificial (AI) e machine learning.

“Os varejistas têm consciência de como a estratégia e a execução de TI impactam diretamente na experiência do cliente e o resultado final. O aumento da adoção e o crescimento da nuvem híbrida no Varejo mostram que os profissionais do setor entendem que o híbrido é a melhor solução para acompanhar as demandas do cliente, mantendo flexibilidade, segurança e controle de custos”, afirma Chris Kozup, vice-presidente sênior de Marketing global da Nutanix.

A pesquisa foi encomendada com a consultoria Vanson Bourne e realizada com mais de 2300 executivos de TI, incluindo 329 varejistas do mundo inteiro. A versão completa está disponível (em inglês) aqui.

FONTE:
http://www.decisionreport.com.br/varejo/varejo-esta-otimista-com-adocao-de-nuvem-hibrida/


quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

// Facial ID no Mercado de Varejo

Cada vez mais, a tecnologia de reconhecimento facial ganha destaque (e polêmicas). Na China, ela é comum. O desafio agora é popularizá-la como meio de pagamento.

O centro da revolução do varejo na China está em suas soluções tecnológicas, que podem até encontrar paralelo no Ocidente, porém, não na mesma magnitude. A Inteligência Artificial tem liderado as novidades nas lojas chinesas com base principalmente no reconhecimento facial e nas lojas não tripuladas, como se convencionou chamar as unidades físicas que não têm trabalhadores humanos, apenas máquinas interagindo com clientes.

Nas lojas chinesas, o reconhecimento facial tem sido testado não só como método de segurança, mas também como meio de pagamento. Os chineses estão suplantando a capacidade da Amazon Go de identificar o cliente na saída da loja e realizar o pagamento sem cartão e sem a necessidade de o cliente retirar o celular do bolso. O checkout feito por reconhecimento facialestá em fase de testes na BingoBox, uma das grandes varejistas chinesas.

Se para os brasileiros e outros povos, o reconhecimento facial pode ferir barreiras éticas, para o chinês, a tecnologia é mais aceitável. Uma pesquisa divulgada pelo eMarketer aponta que 62% dos consumidores na China dizem ficar felizes por usar biometria como método de pagamento. Além disso, 61% preferem usar self-checkout. 41% dizem gostar de comprar com lojas físicas não tripuladas.

No Brasil, por exemplo, o próprio self-checkout ainda encontra uma barreira cultura. Os brasileiros são muito afeitos ao atendimento humano.

EUA x China

Em 2018, a Amazon Go, bandeira não tripulada de loja física da Amazon, teve suas primeiras unidades inauguradas. Na China, a Bingo Box, por exemplo, dá passos à frente, expandindo rapidamente sua rede de lojas sem trabalhadores. A varejista chinesa aposta em sensores e tecnologia de visão computacional para rastrear os movimentos dos compradores dentro da loja e os itens que são retirados das prateleiras. A lógica é semelhante à das lojas da Amazon.

A primeira experiência da BingoBox com lojas não tripuladas foi feita em Xangai, segundo o portal eMarketer. No local, os consumidores pegam os produtos, passam o código no celular e pagam pelo aparelho. A vantagem da Amazon Go das demais lojas não tripuladas no mundo está em dispensar inclusive a leitura de códigos para o pagamento.

O sistema de Inteligência Artificial da Amazon combinado ao sistema de imagens e sensores das lojas sem trabalhadores permite que os produtos retirados da prateleira sejam prontamente adicionados ao carrinho (virtual) e que o consumidor pague o produto sem precisar acionar o celular. Prontamente, o sistema da loja faz a cobrança assim que o cliente passa a porta de saída.

A BingoBox, porém, trabalha para dispensar até mesmo a presença do celular. Apenas o rosto do consumidor analisado pelas câmeras já será suficiente para confirmar a compra e realizar o pagamento assim que ele abandonar a loja.

Até onde vai a corrida pelo checkout sem atrito?

FONTE: